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terça-feira, 6 de abril de 2021

Diretor do Butantan prevê 5 mil mortes diárias no Brasil e “abril dramático” pela Covid-19

 

Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas fez previsões nada otimistas sobre a Covid-19 para o mês de abril. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele disse acreditar que viveremos um período “dramático” e que o Brasil poderá chegar em breve a cinco mil mortes diárias por causa do vírus.

“Estamos num momento em que a velocidade de transmissão ainda é muito alta. Abril vai ser o mês dramático para o Brasil. Os próximos 15 dias serão muito dramáticos. Veja, há uns 20 dias, parece que ninguém imaginava que iríamos checar à casa dos 3 mil mortos por dia. Os especialistas apontavam que estávamos caminhando disso, mas a opinião geral da população não era essa. E então cruzamos a casa dos 2 mil, já passamos na casa dos 3 mil, estamos indo para os 4 mil e vamos chegar a 5 mil mortes por dia”, disse.

Covas lamentou a falta de sincronia entre as medidas adotadas por municípios e estados e fez críticas à condução da pandemia pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Para o diretor, a única forma de reduzir o número de mortes é enrijecer o isolamento social em todo o país.

“O presidente acha que ficar em casa é coisa de maricas. Mas quando ele sai e leva seus seguidores para o meio da praça, ele está fazendo o jogo do vírus. Ele está fazendo darwinismo social. Expõe as pessoas ao vírus: os resistentes sobrevivem e os outros morrem”, apontou.

Vacinação está atrasada

O Butantan é o maior produtor de vacinas contra Covid-19 no Brasil até o momento, mas não tem sido o suficiente para o país avançar com velocidade na imunização nacional. E Covas não acredita que o Ministério da Saúde consiga adquirir a quantidade necessária de insumos para que isso aconteça.

“Como houve muito atraso por parte do ministério em se definir, na hora que foi definido teve de depender da disponibilidade do fornecedor. Não adianta hoje o ministério falar que precisa, precisa, precisa de vacina. O ministério está tendo dificuldade de arrumar vacinas exatamente por isso, todo mundo já se comprometeu, todos têm seus compromissos e estão cuidando de manter esses compromissos. Avançar nisso é muito difícil porque a demanda mundial é muito grande”, considerou.

Para piorar, o diretor disse que os laboratórios terão de atualizar suas vacinas diante das novas cepas que estão surgindo pelo mundo. “Essas variantes vão continuar aparecendo. Embora a resposta neste momento, ao que tudo indica, não tenha sido muito comprometida, essas variantes precisarão ser incorporadas às vacinas. Não há dúvida nenhuma.”

Fonte: Yahoo Notícias

Petrobras anuncia aumento de 39% no gás natural para distribuidoras


A partir do dia 1º de maio, os preços de venda de gás natural para as distribuidoras estarão 39% mais caros em reais por metros cúbicos (R$/m³), na comparação com o último trimestre. Medido em dólar por milhão de BTU, unidade de energia usada nos Estados Unidos e no Reino Unido, (US$/MMBtu), o reajuste será de 32%.

De acordo com o anúncio da Petrobras, a variação é resultado “da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio”. Conforme a companhia, as atualizações dos preços dos contratos são trimestrais e com relação aos meses de maio, junho e julho, a referência adotada são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março.

“Durante esse período, o petróleo teve alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real”, informou a petroleira em nota.

O repasse dos custos incorridos pela companhia para o transporte do produto até o ponto de entrega às distribuidoras também influencia os preços do gás natural da Petrobras. Esses custos são definidos por tarifas reguladas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Esta parcela do preço é atualizada anualmente no mês de maio pelo IGP-M, que, para o período de aferição (março de 2020 a março de 2021), registrou alta de 31%”.

Por causa do efeito da queda dos preços do petróleo no início do ano, durante 2020, os preços do gás natural às distribuidoras alcançaram redução acumulada de até 35% em reais e de 48% em dólares.

A Petrobras informou ainda que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras e, no caso do GNV, dos postos de revenda, e pelos tributos federais e estaduais.

“Além disso, o processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. Os contratos de venda para as distribuidoras são públicos e estão disponíveis para consulta no site da ANP”, concluiu a empresa.

Com informações Agência Brasil

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