A superlotação de UTIs com leitos para Covid-19 intensificou a adoção de uma prática arcaica nesses ambientes hospitalares: a amarração às camas dos dois braços de pacientes intubados, como forma de evitar uma reação agressiva e danosa no momento de retomada da consciência.
A prática é chamada de contenção mecânica. Embora esteja longe de ser considerada recomendável ou mesmo aceitável por especialistas em medicina intensiva, é usual há anos em UTIs, segundo três intensivistas ouvidos pela Folha.
O método acaba sendo usado para evitar prejuízos graves à saúde dos pacientes. É um mal necessário, segundo os médicos. A pandemia, por um conjunto de fatores, tornou a contenção ainda mais usual em UTIs.
A Folha obteve fotos e vídeos de pacientes com as mãos amarradas aos leitos no Hospital de Campanha Zona Leste, conhecido como Cero, em Porto Velho. As imagens mostram pacientes intubados e se movimentando lentamente, com os dois braços atados com panos às bordas das camas hospitalares.
Folha de S.Paulo
Brasil registra 331.433 mortes por Covid-19
Nas últimas 24 horas o Brasil registrou 1.240 novas mortes em decorrência da Covid-19. Com isso, o país alcança a marca de 331.433 mortes pela doença, de acordo com os dados atualizados, neste domingo (04), pelo Ministério da Saúde com informações das secretarias Estaduais de Saúde.
Nesse período também foram notificados 31.359 novos casos de infecção pelo vírus, sendo que 1.296.002 pacientes estão, neste momento, em acompanhamento. O número de pessoas que já se recuperaram da doença é 11.357.521, o que corresponde a 87,5% dos infectados.
São Paulo é o estado com o maior número de pessoas infectadas e de mortes, contando com mais de 77 mil óbitos; seguido de Minas Gerais, com mais de 25 mil mortes; e o Rio Grande do Sul, que chegou a pouco mais de 20 mil falecidos. Os estados com menor número de casos e de mortes são o Amapá, Roraima e Acre.
Fonte: Brasil 61


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