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sábado, 13 de julho de 2019

Zé do Valério sobrevivia à base de peixe cru e água de rio enquanto estava foragido

José Pereira da Costa, o “Zé do Valério”, que estava foragido há quase 3 meses acusado de assassinar a jovem Daniele de Oliveira Silva, foi encontrado e preso na cidade de Buriti dos Montes, no Piauí, na manhã de sexta-feira, 12.

A captura foi possível após a participação de moradores com denúncias, que permitiu que a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) produzisse um retrato falado e encontrasse o criminoso.

Enquanto foragido ele se sobrevivia à base de peixe cru e água de rio. De acordo com informações em coletiva da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Zé do Valério conhecia a geografia do local e não saía das proximidades desse rio, ficando em grutas nos arredores, onde se escondia durante o dia. O difícil acesso ao local, que conta com penhascos, burlava a ação de vigilância da polícia.

"Foi uma questão de honra para a Polícia Militar prender esse indivíduo", declarou André Costa, titular da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) em coletiva. O secretário ainda desmentiu que a captura teria sido feita por um agricultor, classificando a história como "fantasiosa". “Nessa área de segurança pública não tem heróis, não tem estrela, não tem ninguém de destaque. Do secretário ao soldado mais moderno, todos são importantes. Todos tiveram contribuição fundamental”.

Com informações do O Povo.

Vaqueiro assassino usava nome falso e negou ter estuprado a universitária

Valdemir Pereira da Costa. Este é o verdadeiro nome do vaqueiro assassino que driblou as polícias do Ceará e do Piauí por 78 dias até ser capturado por um simples agricultor no Distrito de Jatobá Medonho, zona rural do Município de Buriti dos Montes, no Sertão piauiense, divisa com o estado do Ceará.

Ao ser interrogado sobre o assassinato da jovem Daniele Oliveira Silva, na localidade de São Gonçalo em Pedra Branca (a 275Km de Fortaleza), em abril passado, o assassino foi frio: negou ter estuprado a vítima e disse que ela lhe pediu, por duas vezes, para ser morta.

Frio, calculista e sem sinais de arrependimento, “Zé de Valério” ou “Zé da Foice” usava o nome falso de José Pereira da Costa e assim estava sendo procurado pelas autoridades.

Sobre o crime em Pedra Branca, o assassino caiu em contradições. Negou ter violentado a estudante, mas não explicou direito a razão dela ter sido encontrada despida. Disse que tirou o short da garota e colocou na boca dela porque “ela estava fazendo muito barulho”.

O assassino disse também que durante os 78 dias de fuga pelo mato tinha no bolso a quantia de R$ 2.072,00, além de um revólver de calibre 38, a arma com a qual matou Daniele e que também usou em troca de tiros com a Polícia.

Após driblar as polícias de dois estados, o vaqueiro assassino foi capturado pelo agricultor João Elias, morador de Jatobá Medonho, que colou um sonífero na comida oferecida ao bandido.

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