O deputado Nezinho Farias (PDT) chorou durante discurso, na manhã desta quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa, ao falar sobre o arquivamento da denúncia apresentada pelo deputado André Fernandes (PSL) sobre seu suposto envolvimento com facção criminosa.
Fernandes é alvo de duas representações - uma do PSDB e outra do PDT - no Conselho de Ética da Assembleia, por suposta quebra de decoro parlamentar.
Antes de fazer a denúncia ao Ministério Público do Estado (MPCE), o deputado do PSL fez uma acusação durante discurso, sem citar nomes, do envolvimento de colegas com organizações criminosas.
Nesta manhã, Nezinho cobrou agilidade dos processos no Conselho de Ética. “Alguém usar o Parlamento e fazer uma denúncia com duas folhas de papel? A minha indignação continua, que essa Casa possa tomar as providências, para que não aconteça com mais um colega deputado”.
Texto-base da Reforma da Previdência é aprovado na Comissão Especial da Câmara
O texto base da reforma da Previdência foi aprovado nesta quinta-feira, 4, pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O parecer, que teve 36 votos a favor e 13 votos contra, agora segue para apreciação no Plenário da Casa. O texto aprovado é o relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que foi criticado pelo ministro Paulo Guedes (Economia).
Dois deputados cearenses participaram da votação: André Figueiredo (PDT) e Heitor Freire (PSL). Cada um ficou em pólos opostos. O primeiro votou contrário à proposta e o segundo favorável.
A Comissão, agora, analisa os 19 destaques de bancadas e outros 88 individuais com sugestões de mudanças ao texto-base.
Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta deverá ser submetida a dois turnos de votação – ainda sem data definida. Em ambas as votações, pelo menos três quintos dos parlamentares devem votar favoráveis. Isto é: 308 dos 513 deputados precisam votar pela aprovação.
Depois disso, proposta segue para o Senado Federal, onde analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Depois passará por nova discussão e votação em Plenário. Caso seja aprovada sem mudanças, a PEC deverá ser promulgada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).


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