Um caminhão carregado de bebidas tombou e atingiu três crianças que estavam a caminho da escola na Zona Norte de São Paulo, na manhã desta terça-feira (12). Uma das vítimas, uma menina de 13 anos, ficou presa debaixo do veículo e morreu.
O acidente aconteceu pouco depois das 7h, próximo à esquina entre as avenidas Raimundo Pereira de Magalhães e Cantidio Sampaio. O caminhão com as bebidas bateu em um carro e tombou em cima da faixa de pedestres. Parte do veículo ficou atravessado sobre a calçada e o carregamento de bebidas se espalhou pela via.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, três meninas que estavam a pé, a caminho da escola, foram atingidas pelo caminhão desgovernado. Uma delas ficou presa sob o caminhão caído e, apesar dos esforços da equipe de resgate, não resistiu aos ferimentos.
As outras vítimas, ambas de 14 anos, foram socorridas e levadas ao Hospital Geral de Taipas, que fica a cerca de 1 km do local. Elas sofreram fraturas nas pernas e escoriações pelos corpos, segundo os bombeiros.
O acidente ocorreu em frente à Escola Municipal Professora Eliane Benute Lessa Ayres Gonçalves, mas não havia confirmação de que as vítimas sejam estudantes da instituição. Outra escola municipal, a General Vicente de Paulo Dale Coutinho, fica a menos de 200 metros de onde as crianças foram atingidas.
O veículo pertence à Coca-Cola que, em nota, lamentou o ocorrido e disse se solidarizar com os familiares das vítimas. "A empresa ressalta que, neste momento e juntamente com as equipes de socorro, está dando prioridade ao atendimento aos envolvidos e prestando toda assistência e amparo às famílias. A companhia informa que contribuirá com as autoridades para o esclarecimento das causas do acidente", acrescentou no texto.
Fonte: G1
Para PF, Temer recebeu R$ 31 mi em quadrilhão
Relatório da Polícia Federal sobre o “quadrilhão” do PMDB da Câmara concluiu que o presidente Michel Temer recebeu até R$ 31,5 milhões por desvios na Petrobras e na administração federal. Enviado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito era aguardado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar segunda denúncia contra Temer.
Segundo o documento, parte de investigação que corre desde 2015, Temer tinha “poder de comando” sobre a organização criminosa e usava interlocutores para executar tarefas de seu interesse. São implicados ainda os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Eduardo Alves (RN) – os três últimos presos.
Assinado pelos delegados Marlon Cajado e Cleyber Lopes, relatório aponta que Temer teria recebido vantagens por meio de R$ 10 milhões em doações da Odebrecht e R$ 20 milhões de contrato do grupo com a Petrobras. O peemedebista também teria sido beneficiado por pagamentos de R$ 1,5 milhão pela J&F ao deputado Rocha Loures e ao coronel João Batista Lima, amigos pessoais de Temer.
De acordo com a PF, há indícios de organização criminosa porque os investigados tinham poder sobre demais membros do grupo e a capacidade de repartir o dinheiro obtido por meio de práticas ilícitas como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas.
“Os elementos analisados nos autos demonstram que o presidente Michel Temer possui poder de decisão nas ações do grupo do ‘PMDB da Câmara’, tanto para indicações em cargos estratégicos quanto na articulação com empresários beneficiados nos esquemas, para recebimento de valores, sob justificativa de doações eleitorais”, diz a PF.
Ainda de acordo com a corporação, o presidente recorria sobretudo a Moreira, Padilha e Geddel para atuar em seu nome na organização. Ação usa dados da delação do doleiro Lúcio Funaro.Sinal amarelo Conclusão do inquérito acendeu sinal amarelo no Palácio do Planalto. Para auxiliares de Temer, ação deve turbinar uma segunda denúncia da PGR contra o presidente.
No momento em que o Planalto avaliava que as prisões do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, e do executivo Ricardo Saud poderiam enfraquecer uma nova acusação contra Temer, o relatório da PF causou preocupação.O Planalto teme que Geddel, preso desde semana passada, acabe fazendo delação premiada e comprometa o presidente.
com Agências


Nenhum comentário:
Postar um comentário