Com nove homicídios em sete diferentes bairros, o mês de junho teve um assassinato a mais que maio ou 11% de acréscimo já que foram oito homicídios no quinto mês do ano. Na comparação com junho de 2024 foram quatro a mais ou 44,5% de acréscimo, pois, naquele período, ocorreram cinco assassinatos. Desta forma, são 4 homicídios em janeiro, 7 em fevereiro, 5 em março, 4 em abril, 8 em maio e nove no mês passado.
Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em junho, os sete bairros onde houve homicídios foram Frei Damião e João Cabral com 2 cada ou, individualmente, 22% quanto ao total do mês e os demais nas Timbaúbas, Pedrinhas, Aeroporto, Monsenhor Murilo e Romeirão. No acumulado do ano, o bairro Frei Damião lidera como o mais violento com seis dos 37 homicídios no primeiro semestre do ano ou 16% em relação à matança em Juazeiro.
Nos primeiros seis meses de 2024 eram 50 homicídios contra 37 este ano em Juazeiro ou decréscimo de 26% na comparação entre tais períodos. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:
Dia 11 – Aleudo Menezes Parente, de 24 anos, o “Lourinho da Tália”, que residia na Rua Cassiano Mariano dos Santos (Frei Damião), foi morto a tiros na Rua Osvaldo Juca Neto naquele bairro por dois homens numa moto. Ele já residiu em Jucás, onde praticou vários assaltos a mão armada e, respondia ainda por furtos e lesão corporal. Lourinho ficou bom tempo preso na Penitenciária após ser preso em virtude de ataques criminosos em Jucás, onde foi vítima de atentado à bala em novembro de 2018.
Dia 11 – Cícero Lima de Sousa, de 33 anos, que residia na Rua Aldinha Barbosa (Aeroporto), morreu no Hospital São Vicente de Barbalha. Ele tinha sido um dos autores do assassinato anterior de “Lourinho da Tália” na Rua Osvaldo Jucá Neto (Frei Damião). Na fuga em uma moto, trocou tiros com militares do BEPI quando morreu e o seu comparsa saiu baleado.
Dia 12 – Maria das Dores de Sousa, de 57 anos, que residia na Rua Perpétua Carneiro da Cunha (João Cabral), morreu no HRC. Na madrugada do dia 24 de maio, ela saiu de um bar e caminhava com grupo de amigos pela Avenida Ailton Gomes, naquele bairro, quando uma pessoa passou numa moto atirando na busca de atingir um homem. A mesma não tinha passagens pela polícia e foi atingida morrendo 19 dias após no hospital.
Dia 12 – Jaildo Barbosa de Jesus, de 40 anos, que residia na Rua Maria Saraiva Cruz no bairro Timbaúbas e trabalhava como reciclador, foi morto a facadas. Sua esposa, Gilvaneide Barbosa, disse à polícia que tinham acabado de chegar da reciclagem quando um vizinho adentrou a residência do casal e desfechou os golpes para fugir em seguida. A vítima não respondia procedimentos criminais.
Dia 14 – Carlos Ribeiro do Nascimento, de 27 anos, o “Pablito” ou “Carlim” foi morto a tiros dentro de uma casa na Rua Maria Luiza Bezerra (Pedrinhas). Ele residia na Rua Amâncio Barbosa de Souza, naquele bairro, e o crime foi praticado por dois homens que fugiram numa moto. Em março de 2023 o mesmo foi preso no Sítio Gavião por conta de ordem judicial da Vara de Delitos de Organizações Criminosas.
Dia 21 – Rafaela de Lima Almeida, de 29 anos, que residia no Condomínio Tenente Coelho 1 (Aeroporto) e era industriária, morreu no HRC. Ela foi lesionada a golpes de faca na terça-feira (17) pelo ex-esposo Leandro Augusto de Oliveira, de 34 anos, o “Galego”, que se entregou à polícia. A mesma saia do apartamento para uma caminhada quando foi atacada pelo ex que tentava reatar o relacionamento sem conseguir êxito.
Dia 22 – Cícero Iranildo Ferreira, de 52 anos, o “Nego Raia”, que residia na Rua Monsenhor Lima (Salesianos) morreu em casa uma semana após ser espancado na Feirinha da Troca (João Cabral). Apresentava lesão na cabeça e o pessoal do SAMU constatou o óbito por trauma. Ele era usuário de drogas e respondia por vários furtos e roubos em Crato e Juazeiro, incluindo seus próprios pais como vítimas.
Dia 23 – Cícera Maria Costa, de 44 anos, que residia no Sítio Pintado na zona rural de Missão Velha, foi morta com um tiro na cabeça no Conjunto Padre Cícero III do Minha Casa Minha Vida (Bairro Monsenhor Murilo). O autor foi seu ex-marido José Aldir dos Santos, de 50 anos, residente no bairro Aeroporto, e ambos estavam num Fiat Uno Mille azul. Ela tentou se refugiar numa casa, mas foi arrastada para o meio da rua o qual atirou e fugiu, mas foi preso horas depois escondido no telhado da casa de uma filha no bairro Pedrinhas. Cícera já tinha sido vítima de vários crimes de violência doméstica em Missão Velha num relacionamento anterior.
Dia 26 – Hamilton Rodrigues da Silva, de 47 anos, o “Neguim Bujica”, que residia na Rua Odílio Figueiredo (Romeirão) e trabalhava na indústria calçadista, foi morto a tiros na Avenida Paraíba, naquele bairro onde mora o autor do crime Williams Ferreira Elias, de 35 anos, que fugiu. Os dois estavam numa bebedeira quando discutiram e houve o crime. A vítima não tinha passagens pela polícia e o acusado responde por crime de trânsito, violência doméstica, assalto, receptação e tráfico de drogas o qual usava tornozeleira eletrônica e violou a mesma para fugir.


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