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sábado, 2 de outubro de 2021

Dar ao menos 7.000 passos diários reduz taxa de mortalidade em até 70%

 


Dar no mínimo 7.000 passos por dia diminui em até 70% o riscos de morte de adultos de meia idade, diz uma nova pesquisa, que atualiza a antiga ideia de que era necessário andar no mínimo 10 mil passos diários para ter esses efeitos positivos na saúde.

Realizado pela Universidade de Massachusetts (nos EUA), o estudo dividiu os participantes que andavam mais de 10.000 passos diariamente em um grupo diferente daqueles que andavam aproximadamente 7.000.

No fim da pesquisa, ambos apresentaram taxas semelhantes de mortalidade.

Já no grupo que andava menos de 7.000 passos por dia, a taxa ficou mais alta na comparação com os outros dois.

Os pesquisadores também apontaram que quem caminha pouco tem mais chance de um IMC (Índice de Massa Corporal) mais alto, menor acompanhamento médico e maior prevalência de hipertensão e diabetes.

O estudo acompanhou 2.110 pessoas durante 11 anos. O grupo era formado por homens e mulheres, com média de idade de 45 anos. A amostra foi balanceada para incluir variações do IMC, fumantes, consumidores de bebidas alcoólicas, além de pessoas com diferentes alimentações e com doenças prévias.

O grupo também incluía tanto brancos quanto negros -entre a população em geral, adultos negros têm maior taxa de mortalidade. No entanto, os pesquisadores afirmam que, no estudo, os resultados foram os mesmos independentemente da cor e do sexo do participante.

A pesquisa também mostrou que não existe uma ligação entre aumento da mortalidade e uma maior quantidade de passos por minuto, uma hipótese já levantada por especialistas acreditava-se ser verdadeira.

Para Celso Amadeo, médico e presidente da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), essa descoberta faz sentido.

Ele afirma que, para cada pessoa, o ideal é utilizar entre 40% e 50% da capacidade cardiovascular. Como a caminhada é um exercício de baixa intensidade, mesmo que alguém dê muitos passos por minuto, seria muito difícil ultrapassar esse limite.

Com base em outro estudo, os cientistas também analisaram se no caso de pessoas mais velhas, a quantidade de passos mínimos por dia para se obter benefícios para a pode ser menor.

Neste caso, Amadeo menciona uma pesquisa realizada no estado da Califórnia, também nos Estados Unidos, que chegou a conclusão que uma média de 4.500 passos por dia para população idosa já seria suficiente para diminuir riscos de saúde.

Além de ser uma das atividades mais simples no combate ao sedentarismo, a caminhada traz benefícios para outras áreas da saúde, afirma Amadeo. "Do ponto de vista psicológico, a caminhada traz diminuição de estresse e ansiedade. Também quem faz caminhada [regularmente], quando se alimenta, pensa na quantidade e qualidade dos alimentos que podem trazer benefícios para a saúde cardiovascular".

Fonte: Folhapress via Notícias ao Minuto

Síndrome do ânus inquieto pode ser um novo sintoma de recuperados da covid-19


Como se a covid-19 não fosse desconfortável e grave o suficiente, um novo sintoma acaba de ser relatado no Japão em estudo científico. De acordo com o relatório médico, um homem de 77 anos foi diagnosticado com a doença provocada pelo coronavírus, permanecendo 21 dias internado. Depois de recuperado, ele começou a sentir o que foi descrito como "desconforto anal profundo", na região entre o ânus e os órgãos genitais.

Esse desconforto, segundo o paciente, resultava em uma vontade constante de evacuar o intestino, mas sem sentir nenhum alívio depois. Ao longo dos dias, o paciente percebeu que os sintomas eram amenizados durante a prática de atividade física, mas piorava quando estava deitado e no período da noite. O homem passou por uma colonoscopia que detectou a presença de hemorroidas internas, mas que não justificava a inquietação do ânus.

Até mesmo o sistema nervoso do indivíduo estava sem anormalidades. Os pesquisadores acreditam, então, que o problema se trata de uma questão neurológica, uma vez que os sintomas são parecidos com a síndrome das pernas inquietas, condição que foi detectada em pelo menos dois outros pacientes infectados pela covid-19.

Ainda não há uma explicação científica para a relação entre a covid-19 e a síndrome das pernas inquietas, e este pode ser o primeiro caso registrado de síndrome do ânus inquieto. O homem vem sendo tratado com sedativos para relaxar os músculos anais e apresenta melhora constante ao longo dos últimos 10 meses de tratamento.

Você pode conferir o estudo completo neste link.

Fonte: Canaltech

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