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domingo, 8 de março de 2020

Mãe e filha assassinadas por delegado morreram abraçadas


Maritza Guimarães de Souza, de 41 anos, e a filha Ana Carolina de Souza, de 16 anos, foram encontradas mortas e abraçadas atrás de um sofá na sala do sobrado em que a família vivia em Curitiba. Ambas foram assassinadas pelo delegado Erik Busetti com cerca de 9 disparos de arma de fogo na noite desta quarta-feira (4). 

Pela cena do crime, tudo indica que a esposa e a enteada do delegado estavam assistindo um filme e comendo pipoca quando foram surpreendidas. Além disso, a arma de Maritza, que era escrivã da Polícia Civil, estava em outro cômodo da casa, de modo que ela não teve como se defender. 

Segundo a delegada Camila Cecconello, da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o policial foi interrogado, mas, por orientação de seu advogado, preferiu manter silêncio durante o depoimento. Desse modo, detalhes que poderiam ajudar esclarecer tudo que aconteceu antes do crime não foram descobertos. Mesmo assim, a polícia não tem dúvidas de que a ação foi premeditada.

Busetti foi preso em flagrante por feminicídio e está detido no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital, em uma ala especial para policiais. O inquérito deverá ser concluído em 10 dias.

Simultaneamente ao processo que corre na Divisão de Homicídios, a corregedoria da Polícia Civil do Paraná também instaurou um procedimento que irá determinar ou não a expulsão do policial civil do quadro de servidores públicos. De acordo com o delegado corregedor Marcelo Lemos, esse é um processo um pouco mais moroso e deve demorar em torno de 6 meses. Até lá, o delegado continuará recebendo o salário do Estado, por outro lado, o pedido para que ele seja afastado do cargo e de suas funções já foi feito. 

O que diz a defesa 

O advogado Claudio Dalledone Jr., que representa o policial, declarou que Busetti está visivelmente abalado e que é, provável, que o processo venha a tramitar em segredo de Justiça.

O crime

O delegado Busetti matou sua esposa e a enteada, na noite desta quarta-feira (4), dentro do sobrado onde viviam em de um condomínio no bairro Santa Cândida, em Curitiba. 

No momento do crime, estavam em casa Maritza, uma filha do casal de 8 anos e Ana Carolina. De acordo com a polícia, a criança dormia e acordou quando ouviu os tiros. Momento em que Busetti foi até o quarto, pegou a filha e levou a menina até casa de vizinhos. 

Ele teria a intenção de tirar a própria vida, mas foi convencido a desistir pelos vizinhos. Na sequência, ele ligou para a polícia, confessou o crime e esperou pela chegada dos policiais. Em resposta ao ser perguntado sobre a motivação dos assassinatos, ele respondeu com frieza “vocês não têm ideia do que eu estava passando”.

O casal – que estava junto há pelo menos 10 anos– passava por um processo de separação. Moradores do condomínio declararam que o delegado aparentemente era uma boa pessoa e sempre conversava com todos. Ainda de acordo com algumas testemunhas, antes do crime, eles ouviram uma briga entre o delegado e a esposa.

Uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) chegou a ser chamada, mas quando chegou ao local, as vítimas já estavam mortas.

Com informações RicMais  

Marcas do motim - Fevereiro teve aumento de 178% nos homicídios e 95% mais roubos

Mais da metade dos homicídios em fevereiro foram durante motim

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Os homicídios ocorreram principalmente na Capital e RMF

Todos os indicadores de crimes violentos, em todas as regiões do Estado do Ceará, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), nessa sexta-feira (6), apresentaram crescimento durante o período de fevereiro de 2020, em comparação a igual mês de 2019.
Embora com um dia a mais neste ano, os números de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) - que englobam homicídios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios - apresentaram aumento de 178% em comparação com igual mês do ano passado; subiram de 164 para 456. Em 2019, a média era de quase seis assassinatos por dia; em 2020, o número saltou para inacreditáveis 16 mortes violentas diárias. Conforme a Secretaria, o índice "foi alavancado pelos 11 dias do mês em que parte dos policiais militares paralisaram as atividades", explica. Só neste período, conforme os dados apresentados pela Pasta, foram cometidos 289 assassinatos, cerca de 63% (mais da metade) de todos os registros do mês de fevereiro.

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