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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Líder do PMDB no Senado rechaça proposta de plebiscito para novas eleições


eunicio oliveiraPara o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é tarde demais para a presidente Dilma Rousseff propor uma consulta popular sobre novas eleições. O peemedebista avalia que a presidente afastada deveria ter sugerido a ideia antes do processo de impeachment ser instaurado.
Ao Broadcast Político, ele contou que há alguns meses o partido cogitou buscar um acordo com a então presidente nesse sentido, mas acredita que com o processo de afastamento praticamente concluído uma nova votação iria prejudicar o País.
“Passou da hora. Quando a presidente perdeu as condições para governar, nós chegamos a falar sobre isso na busca por uma saída, mas ela nunca propôs essa discussão. Agora teve o impeachment e o processo já está praticamente concluído. Esse movimento não tem justificativa, só vai gerar ainda mais instabilidade para o País, porque seria outro trauma, outra incerteza. Concordo que a eleição legitima o processo, mas você de repente fazer a mudança nesse momento, aí sim a palavra que tanto empregam seria aplicada: seria um golpe”, declarou.
Eunício também considera que a consulta popular não seria viável já que apenas o Congresso Nacional tem o poder de convocar um plebiscito, e, para ele, Dilma não teria apoio suficiente. “Não há clima para isso, isso é o discurso de quem já perdeu e está buscando uma saída tardia”, afirmou.
A proposta precisaria ser apresentada por no mínimo um terço dos senadores ou deputados e aprovada pelas duas Casas por maioria simples (metade mais um dos deputados e senadores presentes no dia da votação).
Apesar de alguns senadores indecisos terem sinalizado que mudariam de voto no processo de impeachment caso Dilma apoiasse a realização de um plebiscito em outubro, Eunício disse “não ver nenhuma preocupação nesse sentido”. Ele também negou que os pedidos de prisão da cúpula do PMDB possam influenciar votos.
“Cada um já tem a sua consciência. A consciência do senador é estadual, municipal, regional, representa a Federação. Então não há como a presidente Dilma voltar, eu gosto muito dela, mas ela perdeu as condições.”
Os aliados de Dilma também estariam conversando com os movimentos sociais para que endossassem a ideia, mas o líder do PMDB minimizou o apoio. “Os movimentos sociais eram pago por eles. Isso acabou no Brasil, porque a gente não aguenta mais pagar isso. Cadê a greve geral que iam fazer? Está todo mundo preocupado com a taxa de desemprego.”
Segundo petistas, o movimento de maior resistência seria a Central Única de Trabalhadores (CUT), que já estaria cogitando mudar de ideia caso Dilma fosse absolvida no Senado.
Nessa quinta-feira, 9, em entrevista veiculada pela TV Brasil, Dilma Rousseff admitiu pela primeira vez uma consulta popular caso ela reassuma a Presidência da República. “Que se recorra à população para ela dizer… pode ser um plebiscito, eu não vou dar o menu total, mas essa é uma coisa que está sendo muito discutida”, declarou a petista. Nos últimos dois dias, Dilma se reuniu com senadores que defendem a realização do plebiscito no Palácio do Alvorada para discutir o assunto.
Fonte: Estadão Conteúdo

Sargento da PM é assassinado em Juazeiro do Norte


JuazeiroUm sargento reformado da PM foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (10), na rua São Paulo, em Juazeiro do Norte. 
De acordo com a Delegacia Regional de Juazeiro (20ª Região), o sargento Farias de 72 anos estava em frente a um estabelecimento de venda de bebidas, quando foi surpreendido por um homem armado. 
O policial levou vários tiros na cabeça e morreu no local.
O sargento aposentado é o 11º policial assassinado neste ano de 2016 no Ceará.
Câmeras do estabelecimento e de imóveis próximos poderão ajudar a Polícia a identificar o assassino e seu veículo.
Equipes da Polícia Militar estão no local e realizam buscas na edição, até o momento, ninguém foi preso.
CNews
Foto: Blog do Fernando Ribeiro

Pesquisa revela imagem ruim do governo Temer no exterior


FOTO: REUTERSLevantamento entregue esta semana ao Palácio do Planalto mostra que a imagem do governo do presidente em exercício Michel Temer está ruim na mídia internacional. A tese do golpe, que continua a ser propagada por apoiadores da presidente afastada Dilma Rousseff em eventos dos quais o Brasil participa no exterior e em reuniões de organismos internacionais, mostra algum arrefecimento – embora continue a ser adotada. Porém, pesa contra Temer a percepção de um governo tolerante com a corrupção.
Um exemplo é o fato de a Operação Lava Jato ter chegado ao ponto de mandar prender pessoas da cúpula do partido do presidente, o PMDB – inclusive o senador Romero Jucá (RR), que foi ministro do Planejamento por 12 dias e integra o núcleo mais próximo a Temer.
Mesmo a realização dos Jogos Olímpicos no País, uma agenda positiva, não tem ajudado o atual governo. Pelo contrário, virou um problema de imagem por causa do zika vírus. Há pressões, inclusive de setores da comunidade científica, pelo adiamento ou pela transferência dos Jogos para outro local.
A pesquisa mostra que a imagem de Temer só fica positiva no noticiário econômico. Há um entendimento na mídia internacional que as medidas propostas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estão na direção correta.
Alertada pela pesquisa, a equipe de Temer busca uma reação. Como primeira providência, Temer deverá conceder mais entrevistas a veículos estrangeiros. Outra linha de ação é “usar” mais Meirelles. Ela já foi colocada em prática anteontem, no evento com empresários no Planalto. Originalmente, não estava prevista a fala do ministro da Fazenda. Porém, ele foi escalado a discursar, para “colar” a agenda econômica no presidente.
estadao-conteudo

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