A OAS citou o senador e chanceler José Serra (PSDB-SP) nas negociações para firmar acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. O tucano integra lista de quase uma centena de políticos sobre os quais a empreiteira promete dar informações detalhadas de contribuições para campanhas eleitorais.
Serra pode integrar também a delação da Odebrecht. Ele já aparecia na lista de mais de 200 políticos que foi obtida em operação de busca e apreensão feita na casa de um dos executivos da empreiteira.
O chanceler sempre foi admirado na Odebrecht por pessoas do calibre de Pedro Novis, que antecedeu Marcelo Odebrecht na presidência da empreiteira. Novis vai depor na Lava Jato.
A reportagem procurou Serra mas a assessoria do chanceler diz que não conseguiu encontrá-lo até o fechamento desta edição.
O PSDB já tinha se posicionado sobre a lista apreendida na Odebrecht em que apareciam, além de Serra, políticos como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do partido. Segundo Aécio, as doações feitas pela empreiteira para campanhas de integrantes da legenda foram legais e é preciso separar "o joio do trigo".
FOLHA
Disputa sobre mandato de Cunha avança para a CCJ
Em um processo que se arrasta há 225 dias, o Conselho de Ética da Câmara se reúne nesta terça-feira, 14, para decidir o destino político do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os aliados do peemedebista estão confiantes de que o pedido de cassação poderá ser rejeitado com a ajuda da deputada Tia Eron (PRB-BA) e adversários já admitiam ontem essa possibilidade, motivo pelo qual buscam alternativas para que o réu na Operação Lava Jato perca o mandato.
Independentemente do resultado no colegiado, os grupos já se preparam para o confronto na próxima instância: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Não temos mais o que fazer no Conselho”, disse Julio Delgado (PSB-MG), um dos que mais operaram pela cassação de Cunha. Sua avaliação era semelhante à de aliados do deputado afastado, que dão como certo que a maioria do colegiado vai derrotar o parecer pela cassação e aprovar o voto em separado do deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), que pede a suspensão do mandato do peemedebista por três meses.
“Estou confiante de que a nossa tese será vitoriosa”, disse o vice-líder do PMDB, Carlos Marun (MS). Após a votação no conselho, Marun afirma que vai procurar Cunha para pedir que renuncie ao cargo de presidente da Câmara. Com a renúncia, seus aliados acreditam que será mais fácil negociar um acordão para salvar o mandato do peemedebista. “Como tenho estado na linha de frente dele no Conselho de Ética, me sinto credenciado para ter essa conversa, que pode ser difícil, mas é necessária”, afirmou Marun.
No conselho, Cunha é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar, sob acusação de mentir à CPI da Petrobrás em 2015 ao dizer que não possuía contas secretas no exterior. O peemedebista está afastado da presidência da Câmara desde 5 de maio por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Rito
Qualquer que seja o resultado, os dois lados já se preparam para a disputa na CCJ. Com a aprovação de uma eventual suspensão do mandato, a “tropa de choque” de Cunha afirma que o foco dele será aprovar na comissão uma consulta que altera o rito de votação do processo disciplinar no plenário. Caso a proposta seja aprovada e acatada pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), Cunha evita que a suspensão seja modificada no plenário por uma pena mais dura: a cassação.
Composta por 66 deputados titulares, a CCJ é a principal comissão da Casa e reúne, em sua maioria, políticos experientes. “Aquela consulta não passa na CCJ. Lá é um pessoal mais independente, mais gabaritado, ex-governadores, ex-prefeitos de capitais, juristas. Acho muito difícil juristas se dobrarem”, disse o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA).
O esforço do grupo contrário ao peemedebista é manter o atual rito de votação, que prevê em última instância a apreciação da representação original que, neste caso, pede a perda do mandato. Pelo número de titulares na CCJ, deputados se dividem sobre quem teria maioria no colegiado. Os dois lados consideram que a disputa na comissão será crucial na definição do futuro de Cunha. Da CCJ, o processo seguirá para o plenário e, como o voto final é aberto, dificilmente o peemedebista teria como escapar da cassação devido à pressão popular.
No plenário, são necessários 257 votos para que a cassação de Cunha seja aprovada. Hoje, pelo menos nove partidos têm posição declarada a favor da cassação do peemedebista: PT, PC do B, PDT, Rede, PSOL, DEM, PSDB, PSB e PPS. Juntos, eles somam 218 deputados. Pelas contas dos opositores, os 39 votos necessários para alcançar os 257 podem vir facilmente dos dissidentes do Centrão, que soma cerca de 220 parlamentares.
Os conselheiros que pregam a punição mais severa a Cunha sondaram ontem o relator Marcos Rogério (DEM-RO) sobre a possibilidade dele aceitar um aditamento ao parecer. Os deputados querem incluir no relatório final as novas denúncias contra o peemedebista, entre eles o depoimento da própria mulher dele, Cláudia Cruz, a delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, apontando a participação do parlamentar em um esquema de pagamento de propina em troca de liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS, além de novos documentos que serão encaminhados hoje pelo Banco Central. O relator avisou que analisará a proposta.
Tia Eron
Voto de minerva no processo contra Cunha no Conselho de Ética, a deputada Tia Eron (PRB-BA) optou pelo isolamento nos últimos dias. Com quem conversou, disse que vai participar hoje da votação do parecer que pede a cassação de Cunha, mas não adiantou como votará. Um dos poucos a conversar com ela no fim de semana foi o deputado e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno (PRB-SP). “O pessoal pega pesado”, afirmou. Ele disse que apontou para a deputada as consequências políticas do seu voto e enfatizou que o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) não deixa dúvidas sobre a quebra de decoro parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Espelhos da redação do Enem 2015 já estão disponíveis
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos 5.631.606 textos corrigidos 104 obtiveram nota mil. Outros 53.032 foram anulados e receberam nota zero. Fugir do tema, desrespeitar direitos humanos e escrever em uma tipologia diferente da solicitada estão entre os motivos que levaram à anulação.
O espelho fica disponível exclusivamente para vista pedagógica. Os participantes podem saber qual foi o resultado em cada uma das cinco competências avaliadas e comparar o desempenho com o dos demais participantes daquela edição do exame.
As redações são avaliadas por dois corretores independentes, que atribuem nota de zero a 200 pontos para cada uma das cinco competências que estruturam o exame. A nota é a média das cinco competências avaliadas. Os candidatos são avaliados, entre outras questões, quanto ao domínio da escrita formal, elaboração da proposta em respeito aos direitos humanos, elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado e defesa do ponto de vista.
Caso haja uma divergência entre as notas dos corretores em mais de 100 pontos, é feita uma terceira correção, que também pode ser feita no caso de diferença de mais de 80 pontos em uma ou mais competências. Caso a diferença persista, o texto é encaminhado a uma banca especial, formada por novos três membros, que atribuirá a nota final.
Da Agência Brasil
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