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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Conheça os 12 deputados do Ceará que votarão contra o impeachment de Dilma



O governador Camilo Santana e seu chefe, o ex-governador Cid Gomes, levaram hoje à tarde os 12 deputados federais do Ceará que votarão contra o impeachment da presidente Dilma. Cid preferiu não ir ao encontro para tentar deixar o prestígio desse ato com Camilo.

Os dois deputados do PP- Macedão e Adail Carneiro - que podem sofrer punição por desobedecerem a direção nacional do partido disseram estar conscientes de seus votos. Ficarão ao lado da presidente Dilma até o fim.

Além deles, quem também disse no Planalto que larga a vida pública mas não deixa Dilma foi Gorete Pereira. Já o líder do Governo, José Guimarães, ressaltou a força do Ceará para derrotar o golpe contra Dilma.

O presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque, destacou o trabalho realizado por Cid Gomes para conseguir esses 12 votos. O décimo terceiro - Anibal Gomes - está operado e não deve votar. Cid tentou que o deputado adiasse a operação para depois da votação, mas Aníbal realizou o procedimento mesmo assim.

Apesar de operado, o deputado não está licenciado da função, assim, o suplente Mauro Benevides, que vota pelo impeachment, fica de fora da Casa, evitando desagradar de todo o ex-governador.

O apoio de 12 deputados federais representa a liderança dos FGs no Estado. Todavia, com o impeachment de Dilma no domingo, os irmãos Ciro, Cid e Ivo Gomes sofrerão o maior golpe da oligarquia que domina o Ceará há 10 anos.

(Maurício Moreira)

PCC incendeia todo o Ceará enquanto Camilo faz lobby contra o impeachment de Dilma



O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), passou a noite de ontem em articulações ao lado de seu chefe e tutor, Cid Ferreira Gomes, em Brasília. Não quis saber das ações terroristas da facção criminosa Primeiro Comando da capital, o PCC, que infernizaram e criaram pânico aos cearenses, em especial a estudantes de São Benedito e à população de Fortaleza e Sobral, além de ameaça de invasão do IJF e queima de uma viatura.

Camilo e Cid estavam negociando votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas foram derrotados na pretensão de impedir a volta do deputado Adail Carneiro (PP) à Câmara. Adail está reassumindo seu mandato no lugar de Paulo Henrique Lustosa.

Esse fato desagradou Cid e, por extensão, irritou a Camilo. Mas o governador não tem vontade própria. E como o PP está fechando questão, o diretório regional do Ceará sofrerá intervenção. Hoje, o partido é ligado a Cid e deverá ser comandado, em caso de impeachment, por gente vinculada ao novo presidente da República, Michel Temer.

E para complicar, os dois deputados federais cearenses do PP, Macedão e Adail, serão forçados a favor do impeachment ou perdem seus mandatos. Essa decisão irritou profundamente Cid, e, por tabela, Camilo.

No PMDB do Ceará, outro problema. O deputado Aníbal Gomes se operou e não votará domingo. Como não deu entrada no seu pedido de licença médica, o deputado estará ausente da votação. Menos um voto que Cid tinha como certo. Cid não se conformou ao saber disso, e qualificou o gesto de Aníbal como “traição”.

Contudo, Cid e Camilo tiveram um êxito: o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, liberou a bancada e o deputado Odorico Monteiro poderá votar sem a ameaça de perda de mandato contra o impeachment.

Fonte: Cearanews7

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