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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Mais Médicos envia 187 profissionais ao Ceará para fortalecer atenção primária

 


Foto Divulgação 
Em busca de reforçar a atenção primária à saúde, o Ceará acaba de receber 187 novos profissionais que foram designados para atuar no estado por meio do Programa Mais Médicos, iniciativa do Governo Federal voltada ao atendimento em regiões com maior vulnerabilidade social. Foto Divulgação

Dentre os médicos alocados, seis atuarão em comunidades indígenas, sob a responsabilidade do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará, que cobre territórios de difícil acesso.

O envio dos profissionais integra a etapa mais recente do programa, que distribuiu 3.173 médicos em 1.618 municípios e 26 distritos indígenas em todo o Brasil. O edital contou com um número recorde de interessados, superando 45 mil inscrições.

Desde o último dia 2, ocorre a chegada nos territórios dos médicos formados no Brasil com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já os médicos brasileiros formados no exterior participam, a partir de 4 de agosto, do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.

A presença desses médicos representa um avanço no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, que é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, a atuação em rede e o uso do prontuário eletrônico reduzirão o tempo de espera para atendimentos especializados e facilitarão o acesso à média e alta complexidade.

“São mais de 3 mil profissionais que iniciam suas atividades dentro do Mais Médicos, qualificando o atendimento na atenção primária e reduzindo o tempo de espera. Além disso, o programa também investe na formação e qualificação desses profissionais, proporcionando oportunidades de especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional em Saúde da Família”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.

Com informações do Site Opinião CE.

Produção de veículos no Brasil cresce 7,8% no primeiro semestre de 2025

Foto Marcello Casal Júnior/ Agência Brasil
A produção de veículos no Brasil cresceu 7,8% no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado, e somou 1,226 milhão de unidades. 

Os dados foram divulgados nesta última segunda-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a entidade, o resultado é positivo quando analisado isoladamente, mas o cenário geral do mercado aponta um segundo semestre desafiador para o setor.

As vendas no acumulado do ano chegaram a 1,199 milhão de unidades, alta de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024. Já as exportações aumentaram 59,8%, com 264,1 mil veículos enviados ao exterior, impulsionadas principalmente pela recuperação do mercado argentino. 

O desempenho, no entanto, reforça a dependência do Brasil em relação ao país vizinho, que respondeu por 60% das exportações no semestre. A Anfavea destacou que não houve crescimento expressivo nos embarques para outros mercados.

As importações também cresceram, representando avanço de 15,6% no primeiro semestre e um total de 228,5 mil veículos. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, alertou para o impacto desse movimento sobre a indústria nacional.

“Esse volume representa a produção anual de uma fábrica de grande porte no Brasil, com mais de 6 mil empregados diretos. Estamos vendo um fluxo perigoso de veículos chineses entrando no País com imposto de importação abaixo da média global. Não aceitaremos medidas que prejudiquem o processo de neoindustrialização, como a redução da alíquota para montagem de veículos semidesmontados, que geram pouco valor agregado e poucos empregos“, afirmou Igor Calvet.

QUEDA EM JUNHO

Em junho, a produção caiu para 200,8 mil unidades, uma retração de 6,5% em relação a maio (214,7 mil) e de 4,9% na comparação com o mesmo mês de 2024. As vendas também recuaram, com 212,9 mil unidades no mês, queda de 5,7% em relação a maio e de 0,6% na comparação anual. As exportações somaram 50,7 mil veículos, 1,7% a menos do que em maio, mas 75% a mais que em junho do ano passado.

“O desempenho de junho é preocupante. Um dia útil a menos não justifica as quedas de 6,5% na produção, 5,7% nos emplacamentos e 2,7% nas exportações. Além disso, perdemos mais de 600 empregos diretos nos últimos meses“, alertou Igor Calvet.

Com informações da Agência Brasil.

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