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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Ceará tem 181 mil trabalhadores que recebem Bolsa Família

 


Foto Thiago Gadelha / SVM
Famílias beneficiárias do Bolsa Família podem continuar recebendo 50% do valor do benefício mesmo que passem a ter outra fonte de renda mensal, seja por meio de emprego formal, com carteira assinada (CLT), ou como microempreendedores individuais (MEI).

No Ceará, 181 mil famílias se enquadram nessa situação, representando o maior número de trabalhadores atendidos pelo programa entre os estados do Nordeste.

Esses beneficiários são protegidos pela Regra de Proteção do Bolsa Família, que busca garantir uma transição segura para o mercado.

Por isso, famílias que excedem o limite de renda per capita de R$ 218 para entrada no Bolsa Família podem continuar no programa por mais 12 meses, desde que a renda mensal por pessoa não ultrapasse R$ 706.

Nesse período, o benefício será mantido com o pagamento de 50% do valor a que a família tem direito.

O controle dos ganhos familiares é feito pelo CadÚnico, a partir do cruzamento de dados de órgãos públicos.

Por que essa transição é importante

O mecanismo é fundamental para famílias em situação de vulnerabilidade social, destaca Reginaldo Aguiar, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Numa economia cearense caracterizada por baixíssimos níveis de renda, esse mecanismo vem de forma muito positiva para ajudar a melhorar a condição de vida de pessoas com necessidades”, afirma.

A transição garante a estabilidade em lares que beneficiários tentam se inserir no mercado de trabalho, acrescenta Natália França, pesquisadora do Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (UFC).

“Quando alguém consegue um emprego, o medo de perder o Bolsa Família faz com que a pessoa hesite em aceitar a vaga. Com essa regra, a família pode continuar recebendo uma parte do benefício por um tempo, o que garante uma transição mais tranquila”, aponta.

Com informações do Diário do Nordeste.

Agropecuarista morre após capotar o carro em açude em interior do Ceará

Foto Reprodução
Um agropecuarista morreu após perder o controle do carro e capotar o veículo em um açude na estrada do Dourado, zona rural da cidade de Morada Nova, no interior do Ceará, na manhã deste último domingo (13). 

Francisco Evaldo Lopes, conhecido como "Evaldo do Pavilhão", estava sozinho do veículo quando o acidente aconteceu, nas proximidades da ponte do Tigre.

Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes da corporação, da Polícia Militar e do Samu foram comunicadas sobre o acidente por uma testemunha que avistou o carro capotado na água.

"Ao chegarem, os agentes constataram que havia uma vítima dentro do veículo. O corpo foi retirado e deixado à margem da estrada, onde permaneceu sob responsabilidade das autoridades competentes. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada para os devidos procedimentos legais", disse o Corpo de Bombeiros.

Evaldo do Pavilhão era produtor de eventos, agropecuarista e um dos diretores da Associação dos Vaqueiros e Criadores de Morada Nova (AVCMN). A entidade emitiu uma nota de pesar pela morte do membro.

"Perdemos não apenas um dos diretores, mas um amigo, um líder e um verdadeiro defensor da cultura vaqueira. Evaldo Lopes deixa um legado que jamais será esquecido. [...] Descanse em paz, guerreiro da sela. Sua memória viverá eternamente em cada aboio, em cada cavalgada, em cada coração vaqueiro", diz um trecho da nota.

Com informações do G1 Ceará

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