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terça-feira, 15 de julho de 2025

Caixa libera abono salarial para trabalhadores brasileiros nascidos em setembro e outubro

 

Cerca de 3,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos e nasceram em setembro e outubro podem sacar, a partir desta terça-feira (15), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no Portal Gov.br. Foto José Cruz/ Agência Brasil

Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará pouco mais de R$ 4,4 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro e vão até 15 de agosto. O trabalhador pode conferir a situação do benefício no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal; e o Pasep, pelo Banco do Brasil (BB). Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. Os saques terão início nas datas de liberação dos lotes e acabarão em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho.

Com informações da Agência Brasil.

Tarifaço de Trump trava exportação de mel no Ceará e eleva pressão sobre o agro

Foto Antônio Rodrigues/Agência Diário
O mercado de mel no Brasil já sente os impactos da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros anunciada pelo presidente Donald Trump. Entre os apicultores cearenses, há um clima de incerteza, pois a semana do setor começou com a interrupção temporária do envio de 95 toneladas de mel orgânico armazenado em contêineres no Porto do Pecém e destinado à exportação para os Estados Unidos.

O segmento exporta boa parte da produção para os EUA. Só o Ceará enviou 1,3 mil toneladas de mel natural ao país no primeiro semestre de 2025, o equivalente a US$ 4,4 milhões, cerca de R$ 24 milhões, segundo dados do Comex Stat, plataforma do Ministério da Indústria, Comércio e Relações Exteriores.

A apicultura cearense é a quinta maior fonte de mel para os Estados Unidos entre os estados brasileiros.

O produtor Jeovam Cavalcante, representante do Ceará na Câmara Setorial do Ministério da Agricultura, destaca que 90% da produção cearense é voltada para exportação.

“Duas grandes empresas compram dos produtores rurais e exportam, uma empresa do Paraná e a cooperativa do Piauí [Casa Apis]. Eles compram cerca de 80% do mel cearense, beneficiam e exportam aos Estados Unidos”,

Toneladas paradas e risco de mercadoria cearense não ser aceita nos EUA

Mesmo que só entre em vigor em agosto, compradores norte-americanos já estão recuando de negociações previstas. A Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis) teve em embarque de 95 toneladas de mel orgânico que estavam no Porto do Pecém temporariamente suspenso.

O envio inicialmente previsto para sexta-feira (11) foi autorizado na noite de domingo, após apelo da cooperativa aos compradores, afirmou Sitônio Dantas, presidente da Casa Apis, em entrevista à TV Globo.

Além disso, há outros quatro contêineres com mel que tiveram os trâmites de envio paralisados nesta segunda-feira (14), segundo Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Internacionais, empresa especializada em despacho aduaneiro e frete internacional.


São cerca de 100 toneladas de mel paradas em diferentes estágios do processo de envio internacional, com valor estimado em US$ 280 mil, afirma Augusto Fernandes.



Também há preocupação de que as mercadorias já em trânsito não sejam recebidas, pois o comprador pode não pagar o imposto de 50% sobre o produto.

"Tem cargas que vão chegar em 6 de agosto, 24 de agosto, por exemplo. A tarifação já vai estar em vigor e não tem garantia de que o americano vai liberar”, comenta.

Entre os principais portos que recebem mercadorias cearenses, estão os de Nova York, Houston, Filaldelia e Long Island. O executivo ressalta que as incertezas do momento aumentam a complexidade do processo de despacho aduaneiro.

“A embarcação não é uma bicicleta, que você dá ré e para. O envio de armares envolve uma série de etapas e custos. O embarque não começa quando o navio chega, começa semanas antes”, afirma.

Com informações do Diário do Nordeste.

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