É o primeiro aumento das mortes violentas em 22 meses.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou na tarde desta quarta-feira, 5, os índices criminais referentes ao mês de janeiro de 2020 no Ceará. No Estado, houve aumento de 69 vítimas, com registro de 192 pessoas no ano passado e 261 este ano. É o primeiro aumento das mortes violentas em 22 meses. Foram 21 meses seguidos de redução.
Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que se encaixam na categoria de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e roubo seguido de morte, aumentaram em quatro dos cinco territórios apresentados pela pasta. A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) foi a localidade que sofreu maior variação, registrando aumento de 98,1%, com 53 homicídios no ano passado e 105 esse ano. Em Fortaleza, o aumento foi de 18 mortes; 51 em 2019 e 69 em 2020.
No Interior Sul houve aumento de três vítimas em comparação a 2020, passando de 48 para 51. A região do Interior Norte foi a única que apresentou queda no número de homicídios, com redução de 10%, com 40 vítimas em 2019 e 36 esse ano.
Roubos e furtos
O número de Crimes Violentos Contra o Patrimônio também aumentou. Em janeiro deste ano, foram registradas em todo Ceará 4.336 ações dessa natureza, consideradas do tipo 1, que envolvem roubo a pessoa, a documentos e a outros tipos. A RMF registrou 735 casos dessa natureza no último mês, em contraste a 610 do mesmo período do ano passado, o que representa um acréscimo de 20,5%. A Capital foi a cidade que mais apresentou aumento desse tipo de crime, chegando a 52,3%. O Interior Norte foi a única região que teve uma diminuição, com 222 crimes do tipo em janeiro deste ano, contra 292 nesse período do ano anterior.
Em relação aos Crimes Violentos Contra o Patrimônio considerados do tipo 2, que são aqueles envolvendo roubo de carga, roubo com restrição de liberdade da vítima, roubo a residência, roubo de veículo e roubo a banco, o aumento foi de 22% em todo Estado. A Capital apresentou o maior aumento, com 326 registros contra 191 em janeiro de 2019. Um aumento significativo de 70,7%. A menor variação foi a da RMF, que apresentou acréscimo de 37,7%.
Já no que diz respeito aos furtos no Estado, o aumento foi de 976 ocorrências. Fortaleza apresentou 3.011 registros no último janeiro, contra 2.440 casos registrados no mesmo período de 2019. A maior variação, no entanto, foi do Interior Sul do Estado, que apresentou um aumento de 46,3%, com 922 registros desse crime em janeiro deste ano contra 630 do mesmo período no ano passado.
Fonte: O Povo / Colaborou Kamilla Vasconcelos
Foto Gabriela Almeida
Senado americano absolve Donald Trump
Presidente permanece no cargo e deve concorrer à reeleição.
O presidente americano Donald Trump foi absolvido das duas acusações pelas quais respondia no terceiro processo de impeachment da história americana. Trump foi acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso.
As denúncias contra o presidente do Partido Republicano foram votadas separadamente. Na primeira, que trata de abuso de poder, 48 senadores votaram a favor da condenação e 52 votaram pela absolvição. Mitt Romney, senador pelo estado de Utah e correligionário do presidente, surpreendeu a todos ao votar favorável à condenação na primeira denúncia.
Em um discurso emocionado e contemplativo, o republicano afirmou que sabe que sua decisão causará polêmica e se refletirá em seu futuro. “O veredito é nosso, de acordo com a Constituição. O povo nos julgará por quão bem cumprimos nosso dever. Há pessoas no meu partido e no meu estado que vão desaprovar minha decisão de maneira contumaz. Serei veementemente acusado por isso. Mas alguém acredita, de verdade, que eu permitiria que esses atos ficassem sem a sentença inescapável que meu juramento perante Deus me obriga [a dar]? Meu veredito não removerá o presidente de seu cargo, mas haverá uma instância superior a esse julgamento: a decisão do povo americano. Os eleitores farão a decisão final”, concluiu Romney.
A decisão do senador Mitt Romney fez com que ele entrasse para a história como o primeiro senador a votar a favor do impeachment de um presidente do próprio partido.
No segundo artigo, que trata de obstrução do congresso, 47 senadores votaram pela condenação (todos do partido democrata) e 53 votaram pela absolvição. Eram necessários pelo menos 67 dos 100 votos da casa para que Trump fosse removido do cargo.
A denúncia
As acusações foram fundamentadas em contatos que o presidente americano teve com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao solicitar uma investigação sobre Hunter Biden, filho de seu possível rival político na corrida presidencial de 2020, Joe Biden. Joe Biden era vice-presidente durante a administração de Barack Obama (2009-2017), e foi o principal articulador político de acordos com a Ucrânia.
Trump suspeitava que Hunter Biden - que recebia um salário de US$ 50 mil mensais como consultor jurídico em uma companhia de gás natural - teria uma relação espúria com empresas ucranianas, nascida de uma suposta rede de favorecimento criada durante o mandato de Joe Biden.
A solicitação de Trump para que Zelensky investigasse o caso teria gerado um “toma lá, dá cá” entre os líderes. O favor para Trump estaria condicionado à liberação de uma verba de ajuda militar de US$ 400 milhões.
O processo
O processo de impeachment foi aberto na Câmara de Deputados americana, que é de maioria democrata - o partido opositor ao de Trump - no dia 18 de dezembro de 2019.
Durante o processo, 13 testemunhas foram chamadas, 17 depoimentos foram colhidos, mais de 180 perguntas foram feitas e 193 vídeos foram usados para o julgamento. O processo gerou mais de 28 mil páginas de documentos.
Reeleição
Logo após o veredito, o presidente Donald Trump foi às redes sociais e postou um vídeo em que aparece sendo presidente “para sempre”. Nancy Pelosi, líder da câmara que rasgou o discurso de Trump sobre o Estado da União na noite de ontem (4), não se manifestou nas redes sociais até a publicação da reportagem.
Trump é cotado para ser a escolha do Partido Republicano para as eleições de 2020, apesar do anúncio oficial ainda não ter sido feito.
(AgBr)


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