
O presidente da executiva municipal do PSDB em Granjeiro, José Soares de Macedo, comunicou por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (09), a desfiliação (expulsão) do prefeito do município Ticiano Tomé. A medida é adotada em meio as investigações sobre a morte do antigo gestor, João Gregório Neto, mais conhecido como João do Povo, morto a tiros na véspera de Natal, no dia 24 de dezembro.
A Polícia Civil do Ceará pediu a prisão do atual prefeito, Ticiano Tomé, e do pai dele, Vicente Félix, conhecido como Vicente Tomé, por suspeita de envolvimento no assassinato do gestor antecessor.
De acordo com informações policiais, João do Povo estava caminhando próximo à parede do Açude Junco, quando foi atingido por tiros. O prefeito assassinado e o atual prefeito, que assumiu a gestão no município no dia 27 de dezembro, estavam rompidos politicamente há mais de 8 meses, após o grupo de Vicente Tomé, pai de Ticiano Tomé, fazer denúncias contra João do Povo.
Segundo o secretário da Segurança Pública, André Costa, foi determinado pela Justiça que Vicente Félix utilize tornozeleira eletrônica e se mantenha em área restrita de monitoramento. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a polícia conseguiu reunir provas que indicam que o crime teve relação à desavença política entre a vítima e outros políticos.
Durante as investigações, feitas pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul (DPJI Sul), um veículo modelo Chevrolet S10, de propriedade de um parente de Vicente Félix, documentos e aparelhos celulares foram apreendidos na casa do atual prefeito e do pai, que moram juntos. A caminhonete foi utilizada para dar apoio ao crime.
O presidente Bolsonaro cogita apresentar novo projeto com mudanças para CNH
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (09/01/2020), durante live transmitida pelo Facebook, que cogita separar o projeto com mudanças na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para que seja mais fácil a aprovação das alterações. De acordo com o presidente, existem muitas pressões que dificultam a aprovação do projeto. "Venho conversando com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara), ele está simpático a isso. Ele tem os problemas dele na Câmara, porque ele não é o comandante, ele é o presidente. Tem pressão em cima dele”, explicou.
Por isso, a ideia seria ir apresentando cada mudança separadamente. “A ideia é retirar o projeto, e apresentar individualmente um projeto só para tratar da validade de cinco para dez anos e ponto final. E daí o Congresso decide se é favorável ou não”, afirmou. Bolsonaro fez questão de lembrar que sobre essa questão já há divergências dentro da Câmara, já que o relator do projeto, o deputado Juscelino Filho (DEM-MA), se manifestou por estender a ampliação da validade da habilitação só para quem tem até 40 anos. “Quem tem 46 já está velho, essa é opinião do relator. E nós achamos que não”, disse. O projeto apresentado pelo presidente amplia até os 65 anos. “Se dependesse de mim eu colocaria 75. Se o Rodrigo Maia e o Davi Alcolumbre (presidente do Senado) toparem a gente coloca 75 anos. Que eu estou com 64, daqui a 2 meses faço 65. Acho que estou novo ainda”, afirmou.
Posteriormente, o outro projeto apresentado seria o que altera a quantidade de pontos permitidos na carteira. Hoje são 20 e passaria para 40 pontos. “Pela quantidade de radares que tem no Brasil, o coitado do motorista, que rala igual um desgraçado, perde rapidamente.O cidadão que tem família, que precisa do volante para trabalhar, acaba sendo impedido. Esses radares ajudam a ter mais acidente”, opinou.

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