Cerca de 200 quilos de drogas foram apreendidos na manhã desta terça-feira (14), por policiais militares que estavam de serviço no posto de fiscalização do Batalhão de Policiamento Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), na rodovia CE-060, no Distrito de Pajuçara, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As drogas eram transportadas em um veículo com placas de Fortaleza e ocupado por um casal.
De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar, foram presos durante a ação do BPRE um homem identificado como André Gadelha Almeida; e a jovem Talita Silva da Cunha.
A droga estava armazenada em forma de tijolos de maconha colocados no porta-malas do veículo modelo Corsa Classic, cor cinza, de placas OIQ-8680 (CE).
Os policiais faziam uma fiscalização de rotina quando decidiram para o veículo onde estava o casal. Percebendo o nervosismo dos ocupantes, decidiram fazer uma busca detalhada no carro e acabaram encontrando toda a droga no porta-malas e em outras partes do automóvel.
O casal foi encaminhado à Polícia Civil, que vai aprofundar as investigações para saber da origem e do destino dos entorpecentes e o envolvimento de outras pessoas no crime de tráfico.
(Blog do Fernando Ribeiro)
Governo eleva salário mínimo para R$ 1.045
Reajuste decorre da inflação mais alta em 2019.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaram na tarde de hoje (14), em Brasília, que o salário mínimo de 2020 será elevado de R$ 1.039 para R$ 1.045. Uma medida provisória (MP) será editada pelo presidente nos próximos dias para oficializar o aumento.
"Nós tivemos uma inflação atípica em dezembro, a gente não esperava que fosse tão alta assim, mas foi em virtude, basicamente, da carne, e tínhamos que fazer com que o valor do salário mínimo fosse mantido, então ele passa, via medida provisória, de R$ 1.039 para R$ 1.045, a partir de 1º de fevereiro", afirmou Bolsonaro no Ministério da Economia, ao lado de Guedes. O presidente e o ministro se reuniram duas vezes ao longo do dia para debaterem o assunto.
No final do ano passado, o governo editou uma MP com um reajuste de 4,1% no mínimo, que passou de R$ 998 para R$ 1.039. O valor correspondia à estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2019, segundo o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, o valor do INPC acabou fechando o ano com uma alta superior, de 4,48%, anunciada na semana passada e, com isso, deixou o novo valor do mínimo abaixo da inflação. Por lei, esse é o índice usado para o reajuste do salário mínimo, embora a inflação oficial seja a medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2019 em 4,31%.
"Nós vamos ter que achar os recursos para fazer isso, mas o mais importante é o espírito que o presidente defendeu, da carta constitucional, que é a preservação do poder de compra do salário mínimo", afirmou Paulo Guedes. Segundo o ministro, com o novo aumento, o impacto nas contas públicas será de cerca de R$ 2,3 bilhões, que poderão ser compensados com R$ 8 bilhões de arrecadação extra prevista pelo governo.
"Nós já temos, eu prefiro não falar da natureza do ganho, que vai ser anunciado possivelmente em mais uma semana, nós já vamos arrecadar mais R$ 8 bilhões. Não é aumento de imposto, não é nada disso. São fontes que estamos procurando, nós vamos anunciar R$ 8 bilhões que vão aparecer, de forma que esse aumento de R$ 2,3 bilhões vai caber no orçamento", informou o ministro. Ainda segundo ele, caso não seja possível cobrir o aumento de gasto no orçamento para custear o valor do mínimo, o governo não descarta algum contingenciamento.
Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do país, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.
O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, as despesas elevam-se em R$ 355,5 milhões, principalmente por causa do pagamento de benefícios da Previdência Social, do abono salarial e do seguro-desemprego, todos atrelados ao mínimo. (ABr)


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