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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Bandidos mortos em confronto com a PM em Guaiúba tinham até arma de guerra

Um arsenal composto por um fuzil, pistolas, revólveres, escopetas de calibre 12 e até uma submetralhadora calibre 380, capaz de efetuar rajadas com até 18 tiros intermitentes, estava em poder de membros da facção Comando Vermelho (CV) que dominava o Município de Guaiúba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O grupo criminoso foi esfacelado nesta terça-feira (14), numa operação realizada pela Polícia Militar. Houve confronto com mortos e feridos.

Durante o cerco aos bandidos em uma zona de mata, na periferia da cidade, nas margens de uma estrada de terra, três criminosos acabaram mortos. Outros dois foram baleados e presos e o sexto membro do bando foi capturado, horas depois, na cidade de Palmácia (a 87Km de Fortaleza), para onde tinha fugido em meio ao tiroteio em Guaiúba.

De acordo com nota distribuída pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), morreram no confronto com a PM os seguintes suspeitos: Francisco Iranildo Costa da Silva, 24 anos; Antônio Pereira da Silva Filho, 18; e Edmilson Xavier da Silva, 24 anos, o “Lourinho Dragão”, apontado como chefe da quadrilha.

Baleados e presos

Foram baleados e presos, Daniel Rodrigues da Silva, 30 anos; e Antônio Marcos Sales Roque Filho, 18. Horas depopis, foi capturado na cidade de Palmácia, o sexto integrante da quadrilha, identificado por Wéllyson Nogueira Fernandes Gomes, 22, anos, o “Cueca”.

De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária Metropolitana, delegado Jocel Beserra Dantas, a quadrilha costumava se esconder em matagais para planejar ataques, assassinatos, roubos e outros delitos. Na semana passada, foi deflagrada a operação “Jericó Guaiúba” para prender os bandidos, mas eles conseguiram escapar. Outros 19 criminosos foram detidos.

(Blog do Fernando Ribeiro)

Ceará registra recorde histórico de superlotação em seu Sistema Penitenciário, com um excedente de 11,5 mil presos

Após a desativação definitiva de mais de 90 Cadeias Públicas no interior do Ceará, o Sistema Penitenciário do estado passa por uma situação de superlotação sem precedentes. O excedente de detentos nas unidades em funcionamento chega a aproximadamente 11,5 mil pessoas. A capacidade do sistema é para abrigar 9,7 mil presos, mas, atualmente, são 21,9 mil encarcerados nos presídios, penitenciárias e outras instituições penais.

Diante desta situação, a Justiça começa a tomar providências severas para impedir que o “inchaço” nas cadeias se agrave no decorrer do ano. Nesta terça-feira (14), o juiz titular da Vara da de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios do Ceará, Cézar Belmino Barbosa Evangelista Júnior, baixou uma portaria impedido que novos presos sejam recebidos em duas unidades do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A portaria assinada pelo magistrado tem prazo de validade de apenas um mês, senso a proibição finalizada no dia 13 de fevereiro e atinge as Casas de Privação Provisória da Liberdade Agente Professor Jucá Neto (a CPPL 3) e a Agente Penitenciário Elias Alves da Silva (a CPPL 5). As duas unidades já não comportam mais novos detentos.

Na CPPL 3, onde deveriam estar abrigados até 936 preso, hoje registra uma lotação de 1.946 detentos. Já na CPPL 5, a situação é ainda pior. São 2.144 presos em um espaço destinado a apenas 936. Diante da gravidade do caso, o juiz proibiu que as duas unidades recebam novos internos . As celas estão apinhadas de presos oriundos da Capital e do interior do estado, o que torna a situação grave nos aspectos de segurança, higiene e saúde.

Superlotação, motim e feridos

No Centro de Triagem e Observação Criminológica (CTOC), em Aquiraz, existe um excedente de 1.129 presos, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP), publicado em dezembro de 2019. A unidade é a “porta de entrada” do sistema, pois recebe os presos oriundos das delegacias de Polícia e que passaram pela audiência de custódia. Ali estão abrigados 1.505 presos, quando a capacidade é para apenas 376.

Na semana passada, um motim entre os presos daquela unidade resultou na intervenção de agentes penitenciários e policiais militares, acionados para controlar a rebelião nas celas e corredores. O resultado foram vários presos feridos. Conforme denúncias, muitos detentos lesionados permanecem nas celas sem o devido atendimento médico. A SAP não se manifestou sobre o assunto.

(Blog do Fernando Ribeiro)

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