Web Radio Cultura Crato

domingo, 22 de outubro de 2017

Marido é preso por matar mulher a facadas na frente das filhas após vítima descobrir traição


Um homem de 32 anos foi preso pela Polícia Civil na última sexta-feira (20), suspeito de matar a mulher dele a facadas na frente das três filhas, com idades entre seis meses e cinco anos, no último dia 13, no Bairro Novo Paraíso II, em Cuiabá. Segundo a polícia, a vítima, Ana Paula Assunção da Silva, de 28 anos, foi morta após descobrir uma traição do marido, Abel Cassiano de Assis.
À polícia, porém, ele alegou um surto psicótico e disse que não se lembra do assassinato, apenas que discutiu com a mulher dele.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o casal se desentendeu depois que a mulher descobriu uma traição do marido. O suspeito, então, desferiu um golpe de faca contra a vítima, na frente das filhas, dentro da casa em que eles moravam. A mulher conseguiu correr até a casa de uma vizinha, mas foi agarrada pelo marido antes de conseguir ajuda.
Conforme a polícia, a vítima foi arrastada da porta da vizinha até o meio da rua, onde o suspeito terminou de esfaqueá-la, abandonando o corpo e fugindo, em seguida.
A prisão preventiva do suspeito foi expedida pela Justiça na segunda-feira (16) pela 1ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá. Ele foi procurado, mas decidiu se entregar.
O suspeito se apresentou na sede da DHPP onde foi notificado da ordem de prisão e interrogado. Ele afirmou que a mulher o ameaçava de morte e o perturbava. Ele será apresentado em audiência de custódia e, se a prisão for mantida, deverá ficar recolhido em uma unidade prisional da capital.

Ao lado de Boulos, Lula diz que vai doar sítio e tríplex aos sem-teto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (21) que irá doar ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) imóveis alvos de investigação na Lava Jato, caso seja provado que pertencem a ele. Lula se referia ao tríplex em Guarujá, o apartamento vizinho ao dele em São Bernardo do Campo e o sítio em Atibaia - todos no Estado de São Paulo.

Ao lado do coordenador do movimento, Guilherme Boulos, Lula discursou na invasão Povo Sem Medo, em São Bernardo. O local abriga aproximadamente 8.000 pessoas e é a segunda maior ocupação do Brasil, segundo a organização.

"Queria fazer uma proposta para vocês. Se os imóveis forem meus, estejam preparados para ganharem dois apartamentos e uma chácara", disse Lula.

O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no caso do tríplex. Ele é réu na ação que investiga a reforma no sítio, que era frequentado por Lula e seus familiares, pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, e na que apura a compra de um terreno para o Instituto Lula pela Odebrecht. Esse último caso inclui a investigação sobre o aluguel de um apartamento em São Bernardo.

Segundo Lula, ele foi vítima de abusos das autoridades.

"Entraram na minha casa, não encontraram nada e nem pediram desculpas", disse.

Para Lula, o Brasil passa pela pior crise econômica da história por causa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Quantas pessoas aqui perderam os seus empregos neste ano?", perguntou.

Ele afirmou que, assim como aconteceu com Dilma, os golpes na história do Brasil foram realizados em um momento de ascensão social. "Foi assim com Getúlio, Jango e com Dilma", disse.

Durante o tempo em que esteve no acampamento, o ex-presidente foi ovacionado pelos militantes, que pediram a volta de Lula à Presidência, e gritou palavras de ordem contra o presidente Michel Temer.

Em um dos momentos em que o público gritava "Volta, Lula", a reportagem viu organizadores do MTST pedindo para que as pessoas falassem cantos do movimento.

Outro candidato

Boulos foi convidado pelo PSOL para concorrer à Presidência em 2018. O coordenador do MTST, entretanto, não confirma a candidatura.

"Até porque o nível de instabilidade no Brasil não permite qualquer previsão para o ano que vem. Não penso nisso agora", disse Boulos, que afirmou ser solidário "aos ataques infames que o Lula tem sofrido e à condenação sem prova".

Participaram também do evento a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o deputado federal Paulo Teixeira (PT), além de lideranças da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

DN Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário