A chuva registrada no distrito de Cágado, em São Gonçalo do Amarante, desde a madrugada desta quinta-feira, 31, é a maior do Ceará em 2016. A precipitação de 252 mm também é o maior registro do município nos últimos dez anos, conforme levantamento da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
As chuvas desta madrugada são ocasionadas, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical no oceano. “Também tivemos a ajuda de outro fenômeno meteorológico, o Cavado de Altos Níveis, que também influencia na região”, explica o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.
O registro de Cágado é superior aos acúmulos registrados em São Gonçalo do Amarante desde 2006. A segunda maior chuva na cidade, nos últimos dez anos, foi registrada do dia 27 de fevereiro de 2007, quando choveu 123 mm no posto sede de São Gonçalo do Amarante. Em seguida, estão as precipitações dos dias 27 de março de 2012 (113 mm) e 30 de janeiro de 2014 (104 mm).
Segundo Fritz, as diferenças de registros nos distritos de uma mesma cidade são uma característica típica do Ceará. No posto sede de São Gonçalo do Amarante, por exemplo, choveu 131,4 mm nesta madrugada. "Principalmente em anos de estiagem, as chuvas tendem a ser irregulares. As precipitações ficam mais localizadas", afirma.
Previsão
A Funceme prevê nebulosidade variável para esta sexta-feira, 8, com chuvas no centro-norte do Ceará e possibilidade de chuva no Sul. No sábado, 9, há possibilidade de chuva em todas as regiões.
"A chuva deve ser mais intensa em torno da faixa litorânea, enquanto há menos ocorrência de chuva para o sul do Estado", complementa Fritz.
O POVO Online
Comissão do Impeachment começa discussão do relatório nesta sexta-feira
A Comissão Especial do Impeachment começa a discutir o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), nesta sexta-feira (8), a partir das 15 horas. O presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), anunciou que os trabalhos poderão se estender pela madrugada do sábado (9) e que não será convocada nova reunião até segunda-feira (11), data da votação do parecer.
Antes do início das discussões, Rosso se reúne com os líderes partidários às 11 horas, para tentar um consenso quanto aos procedimentos. Segundo Rogério Rosso, todo esforço é no sentido do cumprimento do prazo máximo de cinco sessões para a emissão do parecer pela comissão, que vence na segunda-feira.
Até agora, a secretaria da comissão especial contabilizou 108 inscritos e 25 líderes para debater o relatório, o que, pelo tempo de cada orador, totalizaria 27 horas e meia de discussão.
O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), sustentou que o rito definido pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Regimento da Câmara não preveem o funcionamento da comissão nos finais de semana. “A decisão judicial e o regimento rezam dias regulares. Essa atipicidade, em um caso tão importante como esse, joga para a desestabilização. Nós temos que obedecer a regra: sexta e segunda de manhã conclui; e segue durante a semana. Votação durante a semana, como sempre foi”.
Já o líder do PSDB, deputado Antonio Imbassay (BA), defende a continuidade dos trabalhos no fim de semana. “A situação do Brasil é de excepcionalidade, há uma comoção social e todos querem ver esse processo encerrado. Essa colocação do PT de que a Constituição e o Regimento não sugerem que se trabalhe dia de domingo, é brincadeira! Tem que trabalhar. Tanta gente trabalha domingo, por que nós não podemos trabalhar sábado, domingo, notadamente num momento como este?”
A comissão especial do impeachment não realizou sessão nessa quinta-feira (7) por conta do pedido de vista conjunta feito após a leitura do relatório no dia anterior.
Agência Câmara Notícias

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