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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Com 2.500 demissões, metade dos profissionais de autoescolas do Ceará foram despedidos

 


Foto Lia de Paula/Agência Senado.
Implantado em dezembro do ano passado, o novo processo para emitir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vem gerando uma série de mudanças no setor de autoescolas. Agora com participação reduzida, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do Ceará já mudaram rotinas de ensino, demitiram mais de 2.500 colaboradores - o que representa quase 50% da categoria - e tentam se adequar ao novo cenário.

A iniciativa do Governo Federal, que argumenta redução de até 80% nos custos do processo com as alterações, deu a opção de o candidato realizar todo o curso teórico online e baixou de 20 para 2 a quantidade de horas práticas obrigatórias. Além disso, definiu que o total de taxas para exames obrigatórios não pode ultrapassar R$180.

Passado o primeiro mês da entrada em vigor da resolução que alterou o processo de formação de condutores, o Sindicato das Autoescolas do Estado do Ceará (Sindcfcs) afirmou que segue em funcionamento regular, mas 2.500 trabalhadores formais já foram demitidos em todo o Estado. O número representa metade dos 5 mil trabalhadores que o setor empregava até 2025.

"Os profissionais desligados atuavam com carteira assinada e tinham acesso a direitos trabalhistas como férias, 13º salário, FGTS, INSS, reajustes salariais, seguro de vida e outros benefícios previstos em lei", afirmou em nota ao Diário do Nordeste.

Um dos principais afetados foi o cargo de diretor geral e ensino das autoescolas. Mais de 700 colaboradores foram demitidos de imediato, pois a função foi extinta no novo modelo.

Conforme a categoria, o que se observa nesse momento inicial não é o fim da demanda, mas sim um “cenário de muitas dúvidas por parte dos usuários”, especialmente em razão do “anúncio público de que a CNH seria ‘gratuita’, o que na prática não se concretizou”.

A entidade lembra que o cidadão continua arcando com taxas obrigatórias, como exames médicos, psicológicos, exames laboratoriais e taxas dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), “o que gerou frustração e insegurança em parte da população”.

Com informações do Diário do Nordeste.

Cesta básica fica mais barata em Fortaleza e Capital lidera queda de preços no Nordeste

Foto Natinho Rodrigues/Opinião CE
O preço da cesta básica de alimentos em Fortaleza registrou uma das maiores quedas do país no acumulado do último semestre de 2025, consolidando a capital cearense como destaque nacional e líder no Nordeste na redução do custo dos itens essenciais. 

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o valor da cesta caiu 7,90% na capital cearense entre julho e dezembro do ano passado.

No período, o custo passou de R$ 738,09 para R$ 677,00, representando uma redução de R$ 61,09 no orçamento das famílias fortalezenses. Com esse desempenho, Fortaleza ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de queda de preços, atrás apenas de Boa Vista (RR) e Manaus (AM).

A capital de Roraima liderou a redução no País, com queda de 9,08%, seguida por Manaus, onde o recuo foi de 8,12%. Já entre as capitais com menores variações negativas estão Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS), com quedas de 1,56%, 2,10% e 2,16%, respectivamente.

Queda no preço

O levantamento aponta que todas as 27 capitais brasileiras registraram queda no preço da cesta básica no segundo semestre de 2025. Desde julho do ano passado, a pesquisa passou a abranger todas as capitais do País – anteriormente, o estudo contemplava apenas 17 cidades.

Além do destaque nacional, Fortaleza também lidera o movimento de redução no Nordeste. No recorte regional, Boa Vista aparece como campeã no Norte, Brasília (DF) registra a maior queda no Centro-Oeste (-7,65%), Florianópolis (SC) se destaca no Sul (-7,67%) e Vitória (ES) lidera no Sudeste, com recuo de 7,05% no valor da cesta básica.

Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado reflete o impacto positivo das políticas públicas adotadas nos últimos anos. “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo Federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Pretto destacou ainda os Planos Safra voltados tanto para o agronegócio empresarial quanto para a agricultura familiar. “Já são três anos com valores recordes, garantindo recursos para o financiamento agrícola, com juros subsidiados, o que contribui diretamente para a redução dos preços dos alimentos”, completou.

A queda no custo da cesta básica representa um alívio para o orçamento das famílias e reforça um cenário de maior estabilidade no preço dos alimentos essenciais, especialmente em capitais como Fortaleza, onde o impacto social da redução tende a ser ainda mais significativo.

Com informações do Site Opinião CE.

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