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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Vacina contra a dengue do Butantan começa a ser aplicada pelo SUS em cidade do Ceará



O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a aplicar, em janeiro, a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir do dia 17, e Botucatu (SP), no dia 18.

A ação faz parte de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde, que pretende imunizar pelo menos 50% da população desses municípios. O público-alvo inicial será formado por pessoas com idade entre 15 e 59 anos.

Nesta primeira etapa, serão utilizadas parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan. O primeiro lote também contemplará profissionais da atenção primária que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Com o aumento da produção, viabilizado por uma parceria de transferência de tecnologia entre o Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será ampliada gradualmente para outros municípios e estados do país.

A vacina já foi aprovada pela Anvisa e apresentou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de proteção contra casos graves de dengue. Estudos indicam ainda que o imunizante reduz a carga viral em pessoas infectadas, contribuindo para quadros menos severos da doença.

Matheus Moreira/ Agência News Cariri 

Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença.

Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo.

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes.

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

Fonte: Agência Brasil/ EBC

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