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| Foto Fabiane de Paula |
Seguindo o padrão dos últimos dias de dezembro, o Ceará deve continuar enfrentando altas temperaturas e estabilidade atmosférica ao longo desta semana. Uma onda de calor que afeta todo o Estado deve perdurar por cerca de sete dias.
Segundo Francisco Vasconcelos Júnior, pesquisador da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o fenômeno já é observado em diversas regiões do estado e é potencializado pela presença de um Vórtice Ciclônico (VCAN) atuando a leste do Nordeste, próximo à costa.
O centro seco do VCAN deve deslocar-se para mais próximo do Ceará no decorrer dos próximos dias, dificultando a formação de nuvens de chuva.
A principal causa dessa onda de calor é a supressão da atividade convectiva (que gera nuvens de chuva) e a presença de ventos relativamente fracos. Esse sistema dificulta a entrada de umidade vinda do oceano, resultando em baixíssimas umidades relativas do ar.
Ou seja, de modo geral, a previsão do tempo para o período entre segunda-feira (5), e quarta-feira (7) mantém o indicativo de estabilidade atmosférica, com predomínio do céu variando de poucas nuvens a sem nuvens.
Nas madrugadas e começo das manhãs, há baixa possibilidade de chuvas fracas e isoladas, de curta duração, na faixa litorânea e em regiões de serra, provocadas por efeitos locais como sistema de brisa e interação dos ventos com o relevo.
Sensação térmica mais quente
De acordo com as análises da Funceme e de outros institutos, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a expectativa é que os termômetros fiquem entre 2°C e 3°C acima da média.
Os valores máximos ficam entre 35°C e 38°C nas localidades mais quentes das macrorregiões da Jaguaribana, Sertão Central e Inhamuns e Litoral Norte. Nas demais macrorregiões, incluindo a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ficam entre 30°C e 34°C.
“São condições relativamente, vamos dizer assim, preocupantes no Estado, devido a baixíssimas condições para precipitação, somente chuvas bem localizadas e essas altas temperaturas”, afirma o pesquisador.
Vasconcelos Júnior esclarece que, diferentemente das ondas de calor no Sudeste do Brasil, que costumam ser causadas por bloqueios atmosféricos que impedem frentes frias, no Ceará o calor está diretamente ligado à falta de instabilidade e à baixa umidade.
Com informações do Diário do Nordeste.
Ceará lidera o ranking de identificação de pessoas desaparecidas no Brasil
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| Foto Reprodução/Pefoce |
O Ceará lidera o ranking nacional de identificação de pessoas desaparecidas por meio do banco de perfis genéticos, segundo relatório divulgado em novembro pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), vinculada ao Ministério da Justiça. O levantamento considera valores absolutos e consolida o estado como referência no país na área de identificação humana, a partir de dados produzidos pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
O desempenho do Ceará é resultado do trabalho do Núcleo de Perícia em DNA Forense (NUPDF), ligado à Coordenadoria de Análises Laboratoriais Forenses (Calf) e integrante da RIBPG, que reúne 22 laboratórios forenses de 22 estados brasileiros. A atuação envolve o cruzamento genético entre familiares de pessoas desaparecidas e restos mortais não identificados, além de análises que incluem pessoas vivas sem identificação.
Campanhas contínuas de coleta de material genético, ações de divulgação e o aprimoramento dos fluxos operacionais têm fortalecido os resultados alcançados pelo estado.
No período entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o Ceará registrou 28 identificações por meio do cruzamento genético entre familiares de pessoas desaparecidas e restos mortais não identificados. O relatório também aponta nove correspondências adicionais obtidas a partir da comparação entre perfis genéticos de restos mortais e de indivíduos condenados.
Com informações do Portal GC Mais.

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