Durante a saidinha de Natal de 2025, mais de 46 mil detentos do regime semiaberto em diversos estados brasileiros foram autorizados a deixar temporariamente os presídios para passar o feriado com a família. Entre eles, aproximadamente 1,9 mil não retornaram dentro do prazo, sendo considerados foragidos.
Os números variam entre os estados. No Rio de Janeiro, a taxa de não retorno chegou a 14%, incluindo detentos de alta periculosidade. Em São Paulo, 1.131 presos não voltaram, enquanto em outros estados, como Tocantins, todos retornaram normalmente. O benefício não foi concedido em oito unidades da federação, que optaram por suspender a saída temporária neste período.
A saída temporária é destinada a presos que trabalham ou estudam durante o dia e apresentam bom comportamento, sendo proibida para condenados por crimes hediondos ou com grave violência. Recentes alterações legais limitaram o benefício a atividades educacionais e profissionalizantes, reforçando a fiscalização sobre quem recebe a autorização.
O episódio reacende o debate sobre segurança pública e ressocialização. Enquanto especialistas defendem a manutenção do benefício como ferramenta de reintegração, parlamentares e autoridades reforçam a necessidade de regras mais rigorosas para evitar fugas e proteger a sociedade.
Fonte: Folha do Estado
Abertura de empresas no Ceará bate recorde e salta 27% em 2025
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| Foto Divulgação |
Balanço da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec) aponta que o Ceará registrou a abertura de 142 mil novas empresas em 2025. O número é o maior da história e representa expansão de 27% no comparativo com o exercício de 2024.
Conforme a Jucec, dentro dessa estatística recorde, chama atenção o salto em categorias que exigem maior musculatura jurídica e contábil. Enquanto o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) apresentou crescimento de 18,98%, as empresas que não se enquadram nesse regime (ME, EPP e Normal) tiveram uma alta de 52,54%.
Neste grupo, as Microempresas (ME) foram preponderantes. O Ceará saltou de 23.429 MEs abertas em 2024 para 34.266 em 2025, um incremento de 46%.
Empreendedorismo estruturado
"O fato de o crescimento sem MEI ser quase o triplo do crescimento do MEI prova que o empreendedorismo de necessidade, típico do MEI, está dando lugar a um empreendedorismo de oportunidade e estruturado, próprio da Microempresa", analisa o presidente da Jucec, Eduardo Jereissati.
Ele comenta ainda que a migração para o porte de Microempresa (ME) pode ser influenciada pela defasagem do teto do MEI e pela preparação para a Reforma Tributária.
"Com as novas regras, empresas que optam pelo regime de ME tornam-se parceiras mais atrativas em cadeias de suprimentos e na prestação de serviços para outras empresas (B2B)”, analisa.
Do total de novos negócios, o setor de Serviços lidera com folga, representando 68,99% do total (98.082 empresas). O Comércio responde por 24,35% (34.611) e a Indústria por 6,66% (9.470).
Com informações do Diário do Nordeste.


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