Web Radio Cultura Crato

sábado, 13 de agosto de 2022

Operação policial deixa oito pessoas mortas


Uma operação policial esta madrugada, em Curitiba, deixou um saldo de oito mortos. Segundo a Polícia Militar (PM), os mortos integravam uma facção criminosa que atua no estado e dispararam contra os agentes ao serem abordados.

Em nota, a PM disse que recebeu uma denúncia de que criminosos planejavam matar um ex-integrante da organização. Informados da marca e das características de um veículo furtado pelo grupo, agentes da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) passaram a procurá-lo em dois bairros da capital paranaense, o Caximba e o Cajuru.

No Caximba, os ocupantes de um automóvel parecido com o que os policiais procuravam tentaram escapar à abordagem policial, dando início a uma perseguição. Ainda de acordo com a PM, ao serem alcançados pela viatura, os dois homens que estavam a bordo do carro passaram a atirar contra os policiais, mas foram atingidos durante a troca de tiros e morreram no local.

Quase na mesma hora, os policiais militares disseram ter localizado um segundo veículo furtado, estacionado em frente a uma residência no bairro Cajuru. De acordo com a corporação, ao se aproximarem do local, os agentes da Rone foram recebidos a tiros e reagiram. Baleados pelos policiais, seis homens morreram no local.

As identidades dos mortos não foram divulgadas.

A PM informou que, somadas, nas duas ocorrências foram apreendidos três pistolas; cinco revólveres; drogas e dois coletes à prova de tiros, além de ter recuperado dois veículos com alerta de furto ou roubo. Nenhum policial foi ferido durante a ação.

“Passamos todo o dia de ontem realizando patrulhamentos e várias abordagens, mas não localizamos [os suspeitos]. Esta madrugada, dividimos as equipes da Rone, que localizaram os indivíduos e realizaram tentativas de abordagem, já que o intuito principal da PM é a prisão e o encaminhamento dos indivíduos à delegacia. Infelizmente, ocorreram confrontos e os oito indivíduos foram baleados e encaminhados [mortos] para o IML [Instituto Médico Legal]”, disse o comandante da Rone, major João Roberto das Graças Galeto Alves.

A Defensoria Pública do Paraná informou que já está acompanhando o caso, por meio de seu Núcleo de Política Criminal e da Execução Penal (Nupep), cujos representantes solicitaram informações à Secretaria de Segurança Pública do estado.

“O Nupep entende que todo caso de morte causada por intervenção de policiais militares deve, conforme a legislação em vigor, ser conduzido pela Polícia Civil ou diretamente pelo Ministério Público”, disse a defensoria, acrescentando que aguarda a identificação dos homens mortos nas duas ocorrências.

Fonte: Notícias ao Minuto

Trote para a PM e Bombeiros passa a ser punido com multa de R$ 2 mil em SP

Passar trote para a Polícia Militar ou bombeiros vai custar caro a partir de agora. O governador Rodrigo Garcia assinou decreto que regulamenta a aplicação de multa para quem fizer uma ligação telefônica na tentativa de enganar os profissionais. O valor é superior a R$ 2 mil.

“Nós temos uma estrutura montada para atender à população de São Paulo voltada às ocorrências do Estado e não é possível conviver com quase 7,11% de trotes que são dados todos os dias, desviando as forças policiais para algo que não existe”, afirmou Garcia, citando o Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom) e o Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom).

De acordo com o governo, o decreto regulamenta a Lei 14.738/2012, que possibilita a aplicação de multa no valor de R$ 2.148,70 a quem aplicar trote aos centros.

A quantia é referente a 67,21 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP), que atualmente equivale a R$ 31,97 cada. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo de Incentivo à Segurança Pública (FISP)”, disse em nota.

A punição administrativa na área civil serve para evitar que os trotes atrapalhem o trabalho da polícia e bombeiros.

“Infelizmente, isso é muito comum. Só para se ter uma ideia, diariamente, em todo Estado, são 55 mil chamadas para o número 190 e em torno de 3.800 são trotes”, explica o Major PM Carlos Marques.

Ele reforça que todas as ligações são atendidas e muitas vezes o trote é constatado logo de cara. “Tem vezes que se percebe rapidamente, tem gente que liga dando cantadas. Mas outras são notícias falsas de emergência, que são tão bem elaboradas que fazem com que nosso atendente acredite que é verdadeira”, diz.

Nestes casos, a equipe vai até o local e detecta que era uma falsa informação.

“Gastamos minutos ou até horas com uma ligação dessas quando poderíamos estar atendendo outras chamadas. Algumas vezes a intenção é desviar o foco, para que possam cometer o delito em outro lugar”, afirma.

Ele reforça que o novo decreto prevê a possibilidade de a PM fazer contato com as operadoras de telefonia para pegar os dados cadastrais da ligação. Os valores arrecadados com as multas irão para o fundo.

“A destinação dos recursos já está fixada. Parte vai para a modernização dos centros de operações e 20% vai para o programa de redução de trotes”, conta.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) avisa que será considerado trote “acionar o Copom ou Cobom de modo indevido, ilícito, desnecessário, ou que possa acarretar perturbação, suspensão ou atraso na prestação de serviço público”.

Nestes casos, o policial vai preencher um Auto de Infração por Trote Telefônico, documento que será analisado e poderá gerar uma instauração de processo administrativo para aplicação da multa.

“Os policiais poderão solicitar para as empresas de telefonia informações do responsável pela linha telefônica. Durante o curso do processo, o autor pode solicitar o acesso da ligação, que ficará gravada e armazenada, e poderá se defender com apresentação de provas. Após a decisão, caberá apenas um recurso por escrito, uma única vez, no prazo de 15 dias”, diz a SSP, lembrando que a multa deverá ser paga em 30 dias.

(Gazeta Brasil)

Nenhum comentário:

Postar um comentário