A mortalidade por covid-19 no Brasil equivaleu a quatro vezes a média mundial por milhão de habitantes: 2.932 mortes contra 720. O País teve 6,7% dos registros da doença no planeta, mas concentrou 11% das mortes. Os números estão no Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira, 09. O documento faz um balanço dos dois anos da pandemia.
Na análise dos pesquisadores, a alta mortalidade registrada no País, resultou “em uma calamidade que afetou diretamente a saúde e as condições de vida de milhões de brasileiros”. A desigualdade social, o acesso desigual a médicos e hospitais, a falta de coordenação das ações de enfrentamento da doença por parte do governo federal e a demora na aquisição de vacinas são apontadas pelo relatório como as principais causas da alta mortalidade.
A análise apresenta uma perspectiva da evolução da pandemia desde a descoberta do vírus até os dias atuais. Baseia-se em estudos feitos pela Fiocruz ao longo desse tempo e sintetiza a dimensão do impacto da doença. Foram 388 milhões de casos em todo o mundo, 26 milhões deles no Brasil (6,7% do total). O número de mortes chegou a 5,7 milhões em todo o planeta, mais de 630 mil deles no País (11% do total).
Além de impactar a saúde da população e sobrecarregar os serviços de saúde, a pandemia resultou em uma combinação de efeitos sociais e econômicos que agravam as desigualdades estruturais da sociedade. De acordo com o boletim, a doença afetou mais gravemente a camada mais vulnerável da população e as regiões mais pobres.
Águas do Rio São Francisco devem chegar ao Castanhão em 20 dias
A Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), através da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), liberou, na manhã desta quarta-feira, 9, a passagem das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco para o Açude Castanhão. A liberação aconteceu com a abertura da comporta do Km 53 do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), localizada no município de Missão Velha.
Com o acionamento da comporta, as águas percorrerão um total de 300km até o açude Castanhão passando pelo Riacho Seco, Rio Salgado e Rio Jaguaribe. A previsão é que o desague no Castanhão aconteça em até 20 dias, beneficiando cerca de 4,5 milhões de cearenses. A transferência de água representará um aumento na garantia hídrica humana da Região Metropolitana de Fortaleza, além da melhora na oferta de água para a atividade produtiva rural do Vale do Jaguaribe.
Com uma boa pré-estação e com a quadra chuvosa vigente, as calhas dos rios estão úmidas e com algum fluxo natural o que vai diminuir as perdas por infiltração, evaporação e por retiradas ilegais. Segundo o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, a transferência de água durante o primeiro semestre é uma estratégia da gestão hídrica para obter melhores resultados. “O volume líquido de transferência que chegará ao Castanhão sempre será maior no período chuvoso”, garante.
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