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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Ceará aumenta número de leitos UTI para pacientes com coronavirus, mas continua com taxa de ocupação em alerta, aponta Fiocruz

O Ceará registrou uma taxa de ocupação de leitos de UTI Covid de 67%, de acordo com um boletim emitido pela Fiocruz. Os dados da entidade consideram o período entre 24 e 31 de janeiro. Com isto, o estado aparece em uma zona de alerta intermediário da ocupação desses leitos. A Fiocruz considera crítica uma taxa de ocupação de vagas em hospitais acima de 80%.

O índice do Ceará, inclusive, diminuiu em relação à semana anterior, quando a taxa de ocupação era de 75%. A Fiocruz informa que, possivelmente, isso se deve ao acréscimo de leitos voltados para Covid-19, que foram de 328 para 419 entre as duas semanas.

Já Fortaleza aparece entre as 13 capitais em estado crítico de ocupação dos leitos UTI Covid. A cidade registrou 80% de taxa, durante o mesmo período que o estado foi analisado.

A Fiocruz explica que o comportamento das taxas em estados e capitais parece apontar, em alguma medida, para a interiorização de casos de Covid-19 pela variante ômicron, com algumas capitais já apresentando mais estabilidade ou mesmo queda nas taxas, enquanto as taxas dos estados ainda crescem mais expressivamente.

“Voltamos a sublinhar que a elevadíssima transmissibilidade da variante ômicron pode incorrer em números expressivos de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves”, diz o boletim.

Com informações do G1 Ceará.

Ceará teve 526 óbitos por coronavirus em janeiro, maior registro dos últimos 7 meses

O Ceará teve 526 óbitos causados por complicações da Covid-19 em janeiro deste ano, conforme dados da plataforma IntegraSUS. O registro de mortes pelo novo coronavírus é o maior dos últimos sete meses e só fica atrás de junho de 2021, quando foram contabilizados 1.325 óbitos pela doença no Estado.

Assim como em meses anteriores, a cidade de Fortaleza registrou a maior quantidade de mortes no primeiro mês do ano, com 236 óbitos por Covid, seguida dos municípios de Maracanaú, com 23 óbitos, e Caucaia, com 14 mortes, ambos na Região Metropolitana.

Desde julho de 2021 o Ceará apresentava queda no número de mortes e casos mortes por Covid, reflexo da vacinação da população, iniciada em janeiro do mesmo ano. Porém, com a chegada da variante ômicron, com maior transmissibilidade, que se tornou a predominante localmente, o Estado entrou na terceira onda da pandemia.

Maioria das vítimas são idosos

A maioria das vítimas da Covid no Ceará são idosos com 80 anos ou mais, com 228 mortes por Covid em janeiro, sendo 130 vítimas do sexo feminino e 98 do sexo masculino. Também houve o registro de 228 idosos com 75 a 79 anos que faleceram pela doença.

A quantidade de mortes de crianças e jovens até 19 anos teve um aumento expressivo no período, com 20 mortes. Destas, 14 crianças estavam na faixa etária de 0 a 4 anos; duas vítimas tinham entre 5 e 9 anos; uma delas tinha entre 10 e 14 anos; e três eram jovens entre 15 e 19 anos.

A última vez que o Ceará havia registrado tantas mortes de crianças e jovens foi em maio de 2021, quando Estado estava na segunda onda da doença.

Com informações do G1 Ceará.

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