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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Vacina CoronaVac estará disponível no Brasil em janeiro, afirma diretor do Butantan

     Esta é uma imagem da vacina Coronavac

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou que a vacina contra o coronavírus estará disponível no Brasil já em janeiro de 2021. A declaração foi dada em entrevista à Globo News na manhã desta quinta-feira, 03.

"A vacina estará disponível e o registro na Anvisa, acredito eu, também estará disponível. Então, poderemos iniciar um programa em janeiro, de vacinação”, afirmou o diretor.

A CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório Chinês SinoVac, em parceria com o Butantan, já está em fase final de testes para aprovação da Anvisa. Em outubro, o ministro da saúde chegou a anunciar a compra da CoronaVac, mas a medida foi vetada horas depois pelo presidente Jair Bolsonaro. A vacina chinesa também não entrou no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, anunciado na terça-feira, 01. Apesar disso, o governo de São Paulo já firmou a compra de 46 milhões de doses da vacina.

Dimas Covas também falou sobre as suspeitas do governo federal com a vacina chinesa. “Com o financiamento do Ministério ou sem o financiamento do Ministério, essas 46 milhões de doses serão utilizadas no começo do próximo ano”

O diretor do Instituto ainda afirmou que pensa em formas alternativas caso a vacina não entre no Plano Nacional de Imunização. “Não faz nenhum sentido, do ponto de vista da responsabilidade pública, atrasar o uso de uma vacina disponível e pronta, já registrada na Anvisa. Iremos trabalhar junto com os estados, se for o caso, junto com os municípios, para que isso aconteça".

Com informações do O Povo.

Lote com 600 litros de insumos para fabricação da vacina CoronaVac chega a São Paulo

Um lote com 600 litros de matéria-prima da vacina Coronavac, produzida em parceria entre o laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan, chegou nesta quinta-feira (3), a São Paulo.

O lote chegou pelo Aeroporto de Guarulhos, e foi recebido pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn. A carga de insumos, que pode virar até 1 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19, chegou às 5h27 no Aeroporto de Guarulhos.

"Viemos receber aqui mais um lote da vacina CoronaVac, da vacina do Butantan, a vacina que vai salvar a vida de milhões brasileiros. Hoje recebemos insumos para 1 milhão de doses da vacina. Somados aos 20 mil que já recebemos, agora temos 1 milhão e 120 mil doses da vacina", afirmou Doria.

Até o início do próximo ano, de acordo com Doria, o governo deve receber as mais de 46 milhões de doses previstas.

"Até o final deste mês de dezembro, estaremos aqui recebendo no Aeroporto de Guarulhos mais seis milhões de doses da vacina, totalizando 7 milhões 120 mil doses da vacina. E no próximo mês de janeiro, até o dia 15 de janeiro, mais 40 milhões de doses da vacina. A vacina do Butantan, a vacina que salva vidas."

Os 600 litros de matéria-prima são necessários para a finalização da vacina contra a Covid-19 no Brasil. O lote será transportado para o Instituto Butantan, em um veículo que terá escolta. O Butantan deverá concluir a etapa final de fabricação.

Senado Federal aprova liberação de 1,995 bilhões para a compra de vacina contra coronavirus

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O Senado aprovou nesta última quinta-feira (3), a Medida Provisória (MP) 994/20, que autoriza o uso de R$ 1,995 bilhão para compra de tecnologia e a produção de uma vacina contra a covid-19. Os recursos serão destinados para custear contrato entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, e o laboratório AstraZeneca. A empresa desenvolve um imunizante em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“A MP é dotada de justificativas de relevância e urgência condizentes com a programação orçamentária que contempla, haja vista que incidência de casos de infecção humana pela covid-19 impõe a necessidade de dotar o sistema de saúde brasileiro de capacidade para prevenir, controlar e conter os danos e agravos à saúde pública em decorrência da pandemia global”, disse o relator da MP no Senado, Carlos Viana (PSD-MG), em seu parecer.

Segundo a MP, a transferência de tecnologia na formulação, envase e controle de qualidade da vacina será realizada por meio de um acordo da empresa britânica com a Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde. Com isso, caso a eficácia do imunobiológico seja comprovada, o Brasil deverá produzir 100 milhões de doses. A MP vai à promulgação.

Com informações da Agência Brasil.

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