O presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresentou hoje em Brasília o substituto para o Mais Médicos. Batizado de Médicos pelo Brasil, o novo programa promete a abertura de 18 mil vagas e um plano de carreira para os profissionais. Eles podem ganhar até R$ 21 mil no primeiro ano de atuação com a promessa de receber até R$ 31 mil ao longo do tempo.
A princípio, são 4.823 municípios a serem atendidos no primeiro ano. O número de localidades irá mudar a cada ano, de acordo com a demanda.
Segundo o Ministério da Saúde, o Mais Médicos tinha "diversos problemas", como "processo seletivo frágil, vínculo precário, médicos sem supervisão, cadastros com inconsistências e a definição controversa de município prioritário".
Em razão disso, a pasta decidiu abrir 18 mil vagas, sendo 13 mil em locais "de difícil provimento". Cerca de 7.000 vagas serão destinadas a regiões de "maior vazio assistencial". O novo programa promete incorporar os profissionais com o diploma validado em território nacional e contratar supervisores para avaliar a produtividade dos médicos e a satisfação dos pacientes.
No evento de lançamento, Bolsonaro declarou que, "se os cubanos fossem tão bons assim, teriam salvado a vida de Hugo Chávez". O ex-presidente da Venezuela morreu em 2013, em decorrência de um câncer após passar por tratamento em Cuba, controlada politicamente há décadas pela família Castro, de quem era aliado próximo.
"Não deu certo. Deu azar. Se os cubanos fossem tão bons assim, Dilma e Lula teriam aqui no Planalto para atendê-los, cubanos, e não brasileiros", completou Bolsonaro em seguida, e fez uma série de críticas ao modelo de convênio firmado pelos governos do PT com Cuba para o exercício de médicos daquele país no Brasil. O presidente disse ainda que "os cubanos estavam aqui como escravos". "Se fizesse qualquer coisa errada, a família sofria lá."
Ainda não há data para a primeira prova de seleção de médicos. A iniciativa foi criada por meio de assinatura de Medida Provisória. Ou seja, tem 120 dias para ser aprovada no Congresso Nacional para entrar em vigor de forma definitiva.
O ministro informou que o governo não anulou o Mais Médicos de uma vez porque a ação poderia criar um vácuo de profissionais até todo o processo seletivo do Médicos pelo Brasil ser finalizado. A expectativa, no entanto, disse, é que o Mais Médicos seja completamente reposto até o final de 2020, na prática.
Mandetta chamou os médicos cubanos que ficaram no Brasil de vítimas do contrato firmado entre Cuba e governos brasileiros anteriores. O texto do novo programa não prevê a revalidação de diplomas para cubanos.
Na avaliação de Bolsonaro, o Mais Médicos foi firmado com Cuba por interesses ideológicos do PT em formar "um núcleo de guerrilha" no país. "Quando falava, era simplesmente ridicularizado", falou.
Em determinado momento, afirmou que "um pessoal venezuelano e cubano despachava com a Dilma" do gabinete presidencial no 3º andar do Palácio do Planalto, mas, "graças a Deus, veio o impeachment". O presidente também disse que o PT alimentou a ditadura cubana e "estuprou a questão humanitária" ao não permitir que famílias dos médicos cubanos se juntassem a eles no Brasil.
A nova secretária de Cultura Regina Duarte leva puxão de orelha de atriz.
A tentativa da nova secretária de Cultura de mostrar ao público os artistas que apoiam o governo Bolsonaro acabou gerando um grande mal estar nas redes sociais. Isso porque Regina Duarte divulgou no início do dia, em seu Instagram, uma montagem com a foto de diversos artistas que, segundo ela, apoiaram o "casamento". Na legenda, ela escreveu: "Bóra lá, queridos, pela pluralidade cultural do nosso amado Brasil".
No entanto, segundo o jornal Correio Braziliense, a atriz Carolina Ferraz não ficou nada satisfeita ao ver sua foto estampada na montagem, colocou às claras sua posição política e deu um puxão de orelha na nova secretária de Cultura.
A atriz pediu por meio de mensagem de áudio que Regina remova a foto. O assunto repercutiu na internet e ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter.
“Eu não imaginei que você fosse colocar minha foto ou de qualquer um, colega nosso, sem pedir autorização da gente. Realmente, eu torço para que você consiga exercer e fazer a diferença em um governo que desprestigia tanto a classe artística, que persegue tanto a classe artística”, ponderou Ferraz.
Ela afirmou ainda que não votou em Bolsonaro e não compactua com o atual governo. “Você, sendo uma artista que eu conheço há mais de 30 anos, que é artista desde pequena, tem artistas na família, espero que você faça a diferença. Mas eu não quero ser usada como alguém que está ali no seu Instagram, porque dá a entender que eu apoio o governo Bolsonaro e eu não apoio, Regina. Eu nunca aprovei e nunca compactuei com esse governo e inclusive não votei no Bolsonaro”, apontou.
Ao final do áudio, que teve sua autenticidade confirmada pela Folha de S. Paulo, ela pede para que a secretária, "com todo o carinho", realize a retirada da imagem da internet.
Na imagem em questão, além de Ferraz, aparecem os atores Márcio Garcia, Ary Fontoura, Carlos Vereza, Beth Goulart, Maitê Proença, Luiz Fernando Guimarães, Mário Frias, Thiago Rodrigues e a autora Glória Peres.
A foto foi retirada do Instagram de Regina Duarte. Na sequência ela postou uma outra montagem, sem as fotos de Carolina Ferraz, Beth Goulart e Marcio Frias. No lugar, ela colocou Carla Daniel, Malvino Salvador e Rosa Maria Murtinho. O motivo pela troca dos outros dois artistas não foi divulgado.
Na nova legenda ela escreveu: "O post anterior que já tinha 457.763 impressões foi trocado ( a pedidos ) por este que recebe agora a nossa querida Rosamaria Murtinho. Muitas Gracias a todos que permanecem e Gracias a Rosinha que chega agora".


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