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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Fim das cirurgias? Cientistas desenvolvem colírio que “derrete” a catarata nos olhos

Cientistas norte-americanos descobriram que o Lanosterol, um esteroide sintetizado pelo organismo, isto é, que ocorre naturalmente, é capaz de derreter Cataratas e impedir seu desenvolvimento quando administrado regularmente pelos pacientes por meio de um colírio desenvolvido.

O estudo foi publicado pela revista Nature, e se aprovado para uso humano o colírio pode, em breve, colocar no mercado um tratamento não-invasivo para indivíduos com formas moderadas de catarata.

A Catarata, de acordo com Grupo HOSP (Hospital de Olhos de São Paulo) nada mais é do que uma opacificação do cristalino – lente natural localizada no globo ocular – responsável pela focalização da visão, seja para perto ou longe.

Ocorre geralmente em pessoas com mais 40 anos de idade e passa a se desenvolver quando há acúmulo de proteínas na região, ou, em outros casos, hereditariamente. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Catarata é responsável pode cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo e atualmente só pode ser tratada através de cirurgia – a lente natural danificada é removida e substituída por uma artificial.

A princípio, os cientistas tomaram conhecimento das habilidades do Lanosterol quando observaram duas crianças chinesas que sofriam de uma forma hereditária de catarata.

Após alguns exames, ficou claro que elas compartilhavam uma mutação que bloqueava a produção de Lanosterol pelo organismo, de acordo com relatos publicados pelo Science Alert. Os pais, no entanto, não possuíam a mutação e não desenvolveram a condição. Sendo assim, a partir dessa observação, a equipe de pesquisa propôs que o esteroide poderia desempenhar um papel muito importante na formação da catarata. 

Após uma série de experimentos realizada em lentes humanas doadas para estudos, coelhos vivos e cães, os resultados mostraram repetidamente que o produto foi capaz de reduzir significativamente o tamanho da catarata.

Embora ainda não esteja totalmente claro para os cientistas como o esteroide está funcionando, acreditam que ele possa estar impedido que as proteínas se acumulem. De acordo com um artigo publicado pela Tech Times, se funcionar em seres humanos, colírios do tipo poderiam oferecer um tratamento além das cirurgias – embora sejam relativamente seguras e simples – para pacientes com formas moderadas de cataratas, que seriam tratados a partir da administração de algumas gotinhas nos olhos.

(Jornal Ciência)

Ibuprofeno pode ter efeito anticancerígeno, descobrem pesquisadores

Medicamento anti-inflamatório bastante popular e usado para combater cólicas, febres e dores no corpo, o Ibuprofeno pode ainda ter efeito anticancerígeno, segundo um novo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

De acordo com informações do Serviço Nacional de Saúde de Portugal, o ibuprofeno tem a capacidade de impedir que células cancerígenas produzam variantes de certas proteínas que geram tumores.

No caso do câncer de cólon, uma das variantes que a equipe de cientistas identificou anteriormente caracteriza cerca de 10% dos tumores e estimula a taxa de sobrevivência das células malignas. Os dados foram publicados na revista científica European Medical Journal.

O ibuprofeno, ao contrariar a produção desta variante, consegue inibir o crescimento das células malignas, explicam os pesquisadores. O mesmo efeito não foi observado com outros anti-inflamatórios não esteroides, como a aspirina.

Segundo os estudiosos, a identificação de marcadores de progressão maligna no início do desenvolvimento tumoral é importante para o desenvolvimento de um diagnóstico mais preciso e de uma terapia mais eficaz, que seja dirigida especificamente às alterações genéticas presentes em cada tumor.

(Vix)

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