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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Asa Branca morre aos 57 anos, em São Paulo, vítima de câncer

Morreu nesta terça-feira (4), aos 57 anos, Waldemar Ruy dos Santos, conhecido como Asa Branca. Ele lutava contra um câncer na mandíbula e uma infecção causada pelo rompimento dos tumores.

O anúncio foi feito na página oficial do artista nas redes sociais. Ainda não há mais informações sobre enterro e sepultamento. "É com muito pesar que informo o falecimento do nosso querido Waldemar Ruy Asa Branca dos Santos", disse o comunicado. 

O locutor de rodeios, que também era portador do vírus HIV, estava internado no Instituto do Câncer, em São Paulo, desde o dia 25 de janeiro. 

A família havia criado uma vaquinha virtual para arcar com custos do tratamento. Foram arrecadados mais de R$ 13 mil, de uma meta de R$ 50 mil.

"Asa branca teve um câncer de boca onde fez 33 sessões de radioterapia e teve uma radionecrose onde morreu o osso da face. Está fazendo tratamento nos Estados Unidos. As despesas aqui são altas e o tratamento é longo, pois ele não pode fazer cirurgia por ter baixa imunidade. Ajude ele a terminar o tratamento", descrevia o pedido de ajuda da família no site de financiamento coletivo.

Asa Branca nasceu em 1962 em Tiriúba, município no interior de São Paulo, e fez fama na década de 90 como a voz de grandes rodeios, que o levou a participar de novelas como Mulheres de Areia (1993) e O Rei do Gado (1996), da TV Globo.

À época, ele chegava a faturar até R$ 300 mil por mês e levava uma vida badalada, regada a bebida, drogas, festas e mulheres, conforme o mesmo já revelou. Em 1999, ele recebeu o diagnóstico do HIV.

O locutor era casado com Sandra dos Santos e tinha seis filhos, todos de relacionamentos anteriores.

Com informações do Portal R7.

Aos 61 anos, jardineiro é aprovado em universidade e foto da mãe de 91 raspando cabelo do filho viraliza

Acreditar na educação como um transformador social é quase uma religião para algumas pessoas. Uma delas é o paraense Alcyr Atíde Carneiro, 61, que foi aprovado na Universidade Federal do Pará (UFPA) para o curso de Enfermagem. Morador do bairro do Coqueiro, em Belém, Alcyr cedeu entrevista ao G1 Pará e contou sobre sua trajetória até conseguir a aprovação em uma universidade pública.

Alcyr já foi recenseador, trabalhou com serviços gerais e cobrador de ônibus. Atualmente, para manter a renda da família, composta por ele e a mãe, Alcyr corta grama em quintais. Vivendo em uma casa de madeira alugada, ele viu nos estudos uma oportunidade para melhorar a situação financeira que se encontra.

Em março do ano passado, já decidido sobre retomar os estudos, Alcyr se matriculou em um cursinho pré-vestibular. Dividindo sala com alunos entre 16 e 18 anos, ele assistia as aulas no período da tarde, após a manhã "árdua" de trabalho. Para ajudar a custear a mensalidade, Alcyr conta ao G1 que precisou, inclusive, trabalhar na limpeza da escola.

A história do mais novo estudante de Enfermagem fez sucesso na internet após a divulgação de uma foto tirada na última quinta-feira, 30, dia do listão da UFPA, que mostra Alcyr tendo o cabelo cortado pela mãe de 90 anos.

Alcyr soube da aprovação através do rádio o resultado do processo seletivo. "Joguei o rádio na parede de tanta emoção, saí correndo de bermuda na rua, gritando, tanto que até hoje estou rouco, procurei minha mãe e só consegui abraçá-la, sem conseguir falar", disse o paraense ao G1.

Escolha do curso

A escolha do curso começou, ainda que de forma involuntária, quando um sobrinho dele, médico, fez a doação de algumas roupas já que ele "não tinha muitas condições de comprar muitas roupas".

Além disso, Alcyr afirma que por conta das experiências passadas criou "uma simpatia pela área da saúde". E completou dizendo que enxerga o estudo como algo que dá alegria e satisfação. “Eu acreditei que a educação é capaz de transformar a vida das pessoas".

Com informações do O Povo.

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