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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Violência em abril deixou mais de 200 mortos no Ceará, o mês mais violento do ano

Nada menos, que 223 pessoas foram assassinadas no Ceará nos 30 dias de abril, mês mais violento do ano até agora, de acordo com os índices dos Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs). Entre os 223 mortos estão 28 mulheres. A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) amargou um mês de alta na criminalidade, com 80 homicídios, contra 61 em março. A elevação dos índices de CVLIS acontece no momento da retomada da guerra entre facções, cuja trégua aconteceu entre janeiro e fevereiro após uma temporada de ataques criminosos no estado. 

Em Fortaleza, foram registrados 54 assassinatos. No Interior, ocorreram 89 crimes de morte, sendo 50 na Região Sul e 39 no Norte. No geral, o Ceará sofreu um aumento da ordem de 17,3 por cento no número de assassinatos entre março e abril. A elevação dos índices de CVLIS acontece no momento da retomada da guerra entre facções, cuja trégua acontece entre janeiro e fevereiro após uma temporada de ataques criminosos no estado. 

A trégua protagonizada entre as duas facções – Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE) – só durou praticamente dois meses após o fim dos ataques e a reabertura das visitas nos presídios. Com a saída da tropa da Força Nacional de Segurança no Ceará, os grupos criminosos reiniciaram os duelos diários na disputa por território para a venda de drogas. Em vários bairros da Capital, a matança recomeçou. 

Mas foi na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) que os índices da criminalidade deixaram sua marca no mês de abril, com 80 assassinatos, numa média de dois assassinatos à cada 24 horas. Os Municípios de Caucaia, Maracanaú e Maranguape lideraram a lista daqueles com maiores índices de CVLIs em abril. Só em Caucaia, pertencente à 11ª Área Integrada de Segurança (AIS-11), foram registrados 28 homicídios, outros 10 em Maranguape e mais 10 em Maracanaú. Em seguida aparece na lista o Município de Aquiraz, com 8 assassinatos.
 
Interior 

Nos sertões cearenses, a violência mais intensa aconteceu na região Interior Sul, que compreende as Áreas Integradas de Segurança (AIS) de 18 a 22, perfazendo um total de 76 Municípios do Litoral Leste, Vale do Jaguaribe, Cariri, Centro-Sul e Inhamuns. Nesta região foram registrados 50 homicídios em março. 

No Interior Norte, que abrange as Áreas Integradas de Segurança de 14 a 17, nas regiões do Litoral Oeste, Norte, Sertões de Canindé, Maciço de Baturité, Vale do Curu e Serra da Ibiapaba, totalizando 91 Municípios, ocorreram 39 CVLIs em abril.

Motorista de retroescavadeira fica ferido em nova explosão em Juazeiro do Norte

Uma nova explosão na fábrica de fogos de artifício clandestina em Juazeiro do Norte feriu o motorista de uma retroescavadeira que trabalhava no local, na tarde desta quinta-feira (2). O homem foi socorrido pelo Samu. É a sexta vítima de explosões da fábrica ilegal, que funcionava em uma residência do Bairro Frei Damião. Durante a manhã, cinco pessoas ficaram feridas com o acidente.

O motorista, um homem de 33 anos identificado como Jhonatan, ficou ferido nesta tarde quando fazia a retirada dos escombros da fábrica e das casas atingidas pela primeira explosão, ocorrida durante a manhã. Ele foi socorrido consciente pelo Samu e encaminhado a uma unidade de saúde.

O Corpo de Bombeiros precisou conter as chamas na retroescavadeira, e continua fazendo o trabalho de rescaldo no local.

Vizinhos atingidos

Vizinhos do imóvel relataram susto na hora da explosão. Uma mulher foi atingida pelo forro da própria casa, uma senhora teve arranhões e outros moradores tiveram a casa avariada.

Angélica Silva, que reside na rua da fábrica há três meses, relatou não saber da existência do negócio e disse que teve um enorme susto na hora da explosão. "Estava em casa e, quando acabei de tomar café, o forro caiu na minha cabeça. Eu fui pra um canto, [perto do] guarda-roupa, e disse 'Deus, me guarda'", conta ela.

Alguns moradores também afirmam que tinham conhecimento de que no local havia a atividade ilegal, mas não denunciavam por gostar dos vizinhos e para evitar confusões.

A aposentada Francisca Vieira, que mora ao lado da fábrica clandestina, também teve a casa atingida. “A gente não vai denunciar uma pessoa que é vizinho”, afirmou. Ela conta que estava com a mãe e o filho em casa quando ocorreu a explosão.

José Adelson Osmar não estava em casa, mas diz que ouviu a explosão de longe. “Só ouvi um estrondo e corri pra cá. Já sabia [que era perto da casa dele] porque tá com muitos anos desse negócio aí, mas ninguém nunca denunciou, a gente nunca quis problema.”Com informações do Diário do Nordeste.

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