Como você reagiria se descobrisse que havia se tornado alérgico a água? Banho confortável? Nunca mais. Chorar? Melhor, não! Esta é a realidade de Niah Selway, de 21 anos.
A moradora de Hastings (Inglaterra) tem uma grave e rara alergia que faz com que uma simples gota de água sobre a sua pele provoque queimadura. Até mesmo quando urina, Niah tem que ter cuidado para não molhar a pele. Às vezes, as reações são tão intensas que a inglesa acaba desmaiando.
Apesar das queimaduras, a jovem ainda encara banhos rápidos - e dolorosos. A dor é inevitável, e ela dura horas.
"Meu corpo todo queima durante horas", declarou ela, em reportagem do "Mirror".
O cabelo, entretanto, ela só lava em separado, a fim de atenuar as dores, com o máximo cuidado.
A doença apareceu quatro anos atrás. Desde então, Niah tem visitado vários médicos, e até agora nenhum deles foi capaz de descobrir o que provoca a terrível alergia a água. Não há tratamento.
"Às vezes tenho uma reação e começo a chorar e, então, tenho outra reação, desta vez no rosto", lamentou a jovem, que deixou de fazer várias coisas que amava, como tomar banho de mar.
Por sorte, ingerir água não afeta os órgãos internos da inglesa.
extra.globo.com
Ceará registra mais de 160 mil casos de virose da mosca no ano

Entre janeiro e abril deste ano, o número de casos da doença diarreica aguda (DDA) no Ceará chegou a 160.142, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Em igual período de 2018, o estado contabilizava 177.716 ocorrências da virose da mosca, como é conhecida popularmente a doença. Comparando os dois intervalos, a redução é de 9,9%.
Com 16.831 notificações, Fortaleza é a cidade com maior número de registros, se posicionando à frente de Maracanaú (8.339), Sobral (4.872), Maranguape (4.827) e Horizonte (4.510). Em contrapartida, municípios do interior cearense acumulam a menor quantidade: Jati (6), Arneiroz (9), Ipaporanga (55), Potengi (56) e Salitre (60).
Apesar da baixa nos casos, a assessora técnica do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvep), da Sesa, Caroline Muniz, considera que o total registrado em 2019 “ainda é um número muito alto”, o que demanda maior atenção da Pasta. “Existe uma preocupação com relação aos municípios que têm muitos casos e também com os que não têm, porque a gente sabe que ela é uma doença endêmica do nosso Estado. Nós temos o cuidado de monitorar todas as regiões”, destaca.
Cuidados
Embora seja conhecida como “virose da mosca”, a DDA é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados por insetos que levam os micro-organismos. Contudo, cuidados preventivos são eficazes para que a enfermidade seja evitada, como explica a médica infectologista Melissa Soares Medeiros.
"É preciso ter muita atenção com água contaminada, evitando uso de líquido de origem não fidedigna, como em locais que não são muito higiênicos. É preciso também sempre lavar as mãos e os alimentos antes de comer, principalmente, frutas e verduras, além dos cuidados pessoais", orienta.
Com informações G1

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