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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Ciro chama cortes no MEC de “crime” e ministro de “imbecil”


O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) saiu nesta terça-feira, 8, em críticas contra os bloqueios bilionários propostos pelo Ministério da Educação (MEC) no ensino superior brasileiro. Em publicação no Facebook, Ciro classificou a ação como “crime contra o futuro do Brasil”.

Na postagem, o ex-ministro responsabiliza Jair Bolsonaro pelos cortes, chamando ainda o ministro Abraham Weintraub (MEC) de “imbecil”. “Este imbecil ainda faz pose de que teria poder para desfazer o crime que seu chefe está praticando contra o futuro do Brasil..”, disse.

Desde o final da semana passada, decisão do MEC que bloqueou até 30% dos recursos de custeio de todas as universidades do Brasil repercute no meio político. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), cortes superam R$ 46,5 milhões e ameaçam inclusive inviabilizar o funcionamento do órgão.

O irmão de Ciro, o senador Cid Gomes (PDT), também emitiu nota crítica à medida. Segundo Cid, que já foi ministro da Educação, ação é “absurda, inconsequente e irresponsável”. “É inconcebível que aceitemos que cortes nessa monta sejam feios apenas por iniciativa isolada do Executivo”, disse.

A política de redução nos investimentos de educação superior não é de hoje. Desde o segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), sucessivos cortes na área vem ocorrendo. Na época, no entanto, se cortava ações de expansão e investimento, como o Fies. Agora, cortes vêm no custeio.

Nos últimos dias, diversos reitores de instituições públicas publicaram notas criticando as medidas, destacando o pouco embasamento técnico das ações e o impacto na prestação de serviços, como na manutenção de laboratórios de pesquisa e até de atendimentos em hospitais universitários.

Com informações O Povo Online

Falta de remédios distribuídos pelo Ministério da Saúde coloca em risco dois milhões de pacientes


Uma crise histórica no abastecimento de remédios coloca em risco os tratamentos de milhões de pacientes do sistema público em todo o Brasil. Atualmente, dos 134 medicamentos que o Ministério da Saúde compra e distribui para os estados, 25 estão em falta ou com entregas insuficientes. Outros 18, com estoques muito baixos, podem acabar em menos de 30 dias.

Dois milhões de pacientes dependem desses remédios, segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Os medicamentos já esgotados servem para tratamentos contra câncer de mama, leucemia em crianças e inflamações, por exemplo.

Agravamento da crise

O problema já existe há anos, mas se agravou nos primeiros meses de 2019. Um ofício do Conass enviado ao gabinete do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alertou em 12 de março de 2019 que a situação dos estoques públicos de medicamentos é crítica em todos os estados.

O documento traçava um panorama do desabastecimento. Mandetta disse ao Jornal Nacional que encontrou o ministério com alguns estoques de remédios zerados e outros, com o mínimo necessário. Ele promete mudar o esquema de compra trimestral de remédios para um sistema anual.

“A gente pretende zerar o desabastecimento no mês de maio e ter um fôlego de abastecimento contínuo. Ter, na sequência, um estoque regulador para essas medicações; não ter o desperdício, não ter o ‘a mais’ e não ter o ‘a menos’”, declarou.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrami, quando os remédios começam a faltar nas prateleiras das farmácias, é possível falar de uma "crise humanitária".

“Essa crise de abastecimento não pode perdurar sob pena de nós termos graves consequências para os pacientes em todo o país”, afirma Beltrami.

Com informações G1

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