O presidente dos Correios, Guilherme Campos, defende em entrevista ao jornal O Globo uma série de medidas drásticas para tentar diminuir o prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015 e um novo rombo de R$ 900 milhões nos cinco primeiros meses de 2016.
Guilherme Campos anuncia que a estatal deve cortar patrocínios, vender imoveis, renegociar a parceria com o Banco do Brasil no Banco Postal, aumentar a participação dos funcionários no plano de saúde e um novo empréstimo.
"As despesas com patrocínio estavam em R$ 300 milhões no ano passado. Este ano estão em R$ 180 milhões e quero baixar o valor pela metade no ano que vem", declara o presidente dos Correios. Mas, tudo isso não será suficiente para conseguir dinheiro até setembro.
SALÁRIOS AMEAÇADOS
Campos admite que pode faltar dinheiro para pagar os 117,4 mil funcionários da estatal. A folha de pagamento da instituição correspondente a cerca de 60% a 70% do faturamento anual, que está em torno de R$ 10 bilhões. "A partir de setembro as coisas começam a se complicar", disse Campos.
Fonte: Ceará News 7
LAVA-JATO: Odebrecht e Pinheiro entregam Aécio, Alckmin, Aloysio e Serra
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| Marcelo Odebrecht |
As delações premiadas na Operação Lava Jato acabam de causar o comprometimento dos três principais líderes do PSDB. O senador Aécio Neves (PSDB/MG), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o chanceler do governo golpista, José Serra, foram citados em delações premiadas e, agora, homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF). Tanto o presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, quanto Marcelo Odebrecht, principal executivo da empresa que leva seu nome, confessaram em juízo que os três líderes tucanos receberam propina de esquemas fraudulentos montados na Petrobras e em outras empresas públicas.
Pinheiro, às autoridades, disse que apontava os atos ilícitos de Aécio Neves “com prazer”, por considerá-lo oportunista ao se beneficiar do ambiente de instabilidade política instaurado, com apoio da mídia conservadora, e golpista, após as eleições de 2014. Em seu depoimento, Léo Pinheiro revela pagamentos de propinas, ao então governador, no total de 3% sobre os valores superfaturados nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais. Quem recebeu, segundo o empreiteiro, foi o tesoureiro informal da campanha de Aécio Neves, o empresário Oswaldo Borges da Costa.
O segundo a cair na malha fina da Lava Jato foi o senador José Serra. O candidato derrotado por Dilma Rousseff, em 2010, já deixou pegadas no lodo do escândalo conhecido como ‘Privataria Tucana’ e, dessa vez, foi apontado como beneficiário do dinheiro ilícito apurado nas obras viárias do Rodoanel, pagas por Marcelo Odebrecht. Em sua defesa, disse apenas que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome, sem admitir, ou negar, os fatos.
Alckmin, por último, mas não menos importante, vê-se enredado na Operação Alba Branca, na qual o aliado e seu ex-secretário-chefe da Casa Civil Luiz Roberto dos Santos – ou Moita, como é conhecidio – posa ao lado de Edson Aparecido, acusado de comandar a máfia da merenda. Aparecido foi fotografado ao lado de Alckmin, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Moita, segundo os investigadores, comandava também — a partir de seu gabinete — contatos diretos com suspeitos de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas destinados à merenda escolar. Um dia antes de deflagrada a operação policial, Luiz Roberto foi exonerado do cargo de confiança por Geraldo Alckmin e voltou para sua função de origem, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na CPTM, o Moita é apontado como um dos suspeitos na formação do cartel que superfaturou as obras do Metrô paulista, em um escândalo de proporções internacionais, com a participação de gigantes do setor, como a empreiteira francesa Alston e a alemã Siemens.
Depois de comprometidas as possíveis candidaturas dos chefes tucanos, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) — líder do governo golpista, no Senado, suspeito de trair o líder guerrilheiro Carlos Marighella, na década de 70, e levá-lo para a morte em armadilha montada na capital paulista — foi tragado nas investigações da Lava Jato. Nunes fora também citado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e da Constran. Pessoa confessou pagamentos ao caixa 2 de Aloysio, na campanha dele em 2010.
O senador repele a denúncia, ao afirmar que “não há nem haverá provas” de que ele usou dinheiro sujo na campanha, mas a partir desta segunda-feira, passa a enfrentar uma nova denúncia, dessa vez, com origem em seu passado nebuloso. Diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro teve aprovada, no STF, a denúncia contra Aloysio, de que entregara a um amigo do senador da década de 1970, quando integravam o grupo guerrilheiro Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Marighella.
O delator confirmou à PF uma doação de R$ 200 mil em dinheiro vivo, para a campanha de Aloysio, entregue na sede da empresa em São Paulo ao advogado Marco Moro, que mantém relação de amizade com Nunes desde a década de 70, quando ambos, perseguidos da ditadura, exilaram-se na Europa. Moro nega a denúncia.
Além dos R$ 200 mil alegadamente destinados ao caixa dois da campanha tucana, Pinheiro relatou aos investigadores que a UTC doou R$ 300 mil, por vias oficiais, em duas parcelas, uma de R$ 100 mil e outra de R$ 200 mil, registradas na prestação de contas de Nunes, o que confirma a delação de Pessoa sobre o dinheiro vivo pago a contratados na boca de urna, uma prática considerada também ilegal pelas autoridades eleitorais do país.
Mais podres de Alckmin a Serra
O calvário dos tucanos até o cadafalso eleitoral, porém, está longe de terminar. Nesta manhã, o advogado responsável pelas negociações da delação premiada de Marcos Valério com o Ministério Público de Minas Gerais confirmou que pretende revelar “entre 15 e 20” autoridades, que incluiriam atuais integrantes do governo do presidente de facto, Michel Temer, até políticos do PT, do PSDB, do PMDB e de outras siglas, em troca da redução nas penas previstas em Lei.
Os acusados, dessa vez, estão envolvidos no escândalo conhecido como ‘mensalão mineiro’, na origem da ação penal 470. Entre os principais envolvidos está o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB), do mensalão do PT e da Lava Jato.
— Tem gente sobre quem ele pode falar e ainda não apareceu. Tem deputados estaduais, federais, senadores e ex-senadores. Alguns não teriam sido reeleitos se ele já tivesse feito a delação. Tem também gente do atual governo de Michel Temer — encerra Jean Robert Kobayashi, em recente entrevista a jornalistas. Valério foi condenado em 2012 a 37 anos de prisão pelo esquema do chamado mensalão do PT.
Fonte: Correio do Brasil
LULA ORGANIZA JANTAR SECRETO POR DILMA E SE DÁ MAL
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, através de um dos seus poucos aliados, o Senador Roberto Requião, eleito pelo PMDB do Paraná, organizou na noite de quinta-feira, 07, um jantar 'secreto'. A situação foi exposta nesta sexta-feira, 08, pela coluna 'Painel', publicada na 'Folha de São Paulo'. O jantar ocorreu na casa de Requião. O principal objetivo era fazer com que o petista conversasse com Senadores e tentar mudar a cabeça deles contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A votação no Senado contra a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) está prevista para o fim de agosto, período em que se encerra os jogos olímpicos do Rio de Janeiro.
O problema é que o jantar acabou sendo entre colegas. De acordo com a reportagem da 'Folha de São Paulo', apenas seis Congressistas estiveram na mesa para tratar do impeachment. Todos eles da legenda de Lula. Ou seja, o esforço em convidar diversos congressistas não adiantou nem para tentar um voto sequer a favor de Dilma. Caso Lula realmente acredite que é possível virar o quadro, ele vai ter que correr. Segundo o site 'Diário do Poder', hoje pelo menos 60 Senadores, dos 81, teriam confirmado que vão votar pela deposição de Dilma. O número mínimo para Rousseff perder o cargo é de 54 votos.
Até mesmo um dos Senadores tidos como conversáveis, Cristovam Buarque, não compareceu. Ele já chegou a fazer muitas vezes as pessoas terem dúvidas de como ele iria votar. Eleito pelo PPS do Distrito Federal, o Senador de Brasília arranjou uma boa desculpa para não ver o seu nome atrelado ao do ex-líder sindical. Ele informou à delegação de Lula que o motivo para não ir no manjar noturno foi um compromisso já marcado, outro jantar, mas com um embaixador americano.
Isso mostra como o PT tem ficado fraco com essa crise político. O jornal diz ainda que no mesmo dia, o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, reuniu mais gente em sua residência oficial do que o petista. Ao todo, doze nomes teriam conversado com Cunha após a renúncia dele. Isso porque ele é tido como fraco agora.
Fonte: Blastingnews



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