Em meio a um debate com o STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prazos a serem observados quando provocada a opinar a respeito de temas variados, a PGR (Procuradoria-Geral da República) segue com respostas pendentes na seara criminal envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus auxiliares.
Entre elas está o pedido de investigação que mira o chefe do Executivo quanto às suspeitas que lança sobre a confiabilidade do sistema eleitoral e situações acerca da conduta dos ministros Walter Braga Netto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência).
A lista de espera traz ainda uma solicitação para que o deputado Luís Miranda (DEM-DF) seja incluído na condição de investigado na apuração que a Polícia Federal conduz sobre as suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.
Alguns desses casos foram enviados por ministros do Supremo, a quem compete determinar a abertura de inquéritos.
Ex-PM ameaça de morte o ministro do STF Alexandre de Moraes
O ex-policial militar Cássio Rodrigues Costa Souza, de Minas Gerais, publicou em suas redes sociais uma ameaça de morte ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Terça-feira (7 de setembro) vamos te matar e matar toda a sua família, seu vagabundo”, dizia a postagem no Twitter, feita na última sexta-feira, 4.
Além da ameaça de morte ao magistrado, na publicação, o ex-PM também alegou que a corporação “eliminará” o ministro, seguido por xingamentos a Moraes: "careca filho da p*” e “advogadinho de m* do PCC”. A publicação foi excluída, mas circulou e ganhou forte repercussão nas redes-sociais. O ex-policial teve a conta cancelada “por violação às regras" da plataforma.
Cassio Rodrigues Costa Souza é um ex-PM, lotado no 31º Batalhão de Polícia Militar do estado de Minas Gerais. Ele foi expedido em 2018 e está na lista de policiais reformados por "incapacidade física definitiva".
As ameaças ao ministro Alexandre de Moraes se intensificaram em meio a um cenário de atritos entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Supremo Tribunal Federal. Às vésperas dos atos convocados por Bolsonaro contra o STF, o presidente quer que as manifestações do dia 7 de setembro sirvam, em suas próprias palavras, de “ultimato” a dois ministros do Supremo, fazendo referência a Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, apontado pelo presidente como responsável pela derrota do voto impresso na Câmara.
No último sábado, 4, Jair Bolsonaro chegou a defender a participação de policiais militares nas manifestações, o que tem sido coibido em alguns Estados por desrespeitar regimento interno das corporações.
Fonte: O Povo


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