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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Bombeiro preso por atropelar e matar ciclista tem 10 multas não pagas por dirigir acima do limite de velocidade

 João Maurício Correia Passos foi preso e indiciado por homicídio - Além das 10 multas em abertos por dirigir acima da velocidade permitida, oficial do Corpo de Bombeiros também tem outras 4 infrações não pagas por conduzir com a habilitação suspensa

Bombeiro que atropelou ciclista no Recreio aparece em vídeo, gravado horas antes, com garrafas de vodca e uísque

O capitão do Corpo de Bombeiros do Rio João Maurício Correia Passos, preso por atropelar e matar um ciclista na manhã da última segunda-feira (11), tem 19 multas de trânsito vencidas (não pagas).
Do total de infrações, dez são por dirigir acima do limite de velocidade, quatro por conduzir com a habilitação suspensa e as outras cinco por outros tipos de infração, como estacionamento irregular.
Quando atropelou o ciclista Cláudio Leite da Silva, de 57 anos, testemunhas disseram que o carro dirigido por João Passos estava em alta velocidade. Cláudio morreu na hora.
O oficial ainda tentou fugir do local do atropelamento, que aconteceu no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Pedido de prisão preventiva - Em um relatório de 30 de dezembro, a Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva do capitão. Na época, João Maurício foi indiciado por lesão corporal, ameaça e enquadrado na Lei Maria da Penha.
O documento traz o relato do pai do bombeiro, assim como um perfil do oficial. São citadas como características dele" agressivo, alcoolatra e viciado em drogas.
No dia 5 de janeiro deste ano, a mulher de Passos foi à delegacia e afirmou à polícia ter ficado paraplégica depois de um acidente de trânsito causado pelo marido. Segundo ela, na ocasião o oficial estava alcoolizado.
Ela também contou que era agredida frequentemente dentro de casa. Inclusive, o caso mais recente teria ocorrido no mesmo dia da denúncia.

Indiciado por atropelamento - Na tarde de segunda-feira, a 42ª DP (Recreio), que investiga o caso, indiciou o oficial dos Bombeiros por homicídio com dolo eventual (assumindo o risco de matar), fuga do local e embriaguez ao volante.
A polícia analisou vídeos gravados em um posto de gasolina, onde o capitão parou e bebeu antes do acidente. Em um deles, gravado por câmeras de segurança, Passos aparece comprando cerveja na loja de conveniência.
Em outro momento, ele conversa com um homem e dança, aparentemente alcoolizado. A imagem mostra ele com duas garrafas de bebida – uma de vodca e outra de uísque – e um copo, que ele enche com a vodca e, em seguida, bebe.
Segundo os investigadores, a cena foi cerca de uma hora antes do atropelamento. Após o acidente, o carro ficou com a lataria destruída. Dentro, a polícia encontrou uma garrafa de uísque.

Fuga para casa de amigo - O capitão fugiu pra casa de um amigo mas foi encontrado e preso. Na delegacia, Passos contou que não se lembra se dirigia em alta velocidade. Disse apenas que comprou um energético antes do acidente.
O capitão disse que fugiu "porque teve medo de ser linchado". Imagens da hora do atropelamento, entretanto, mostram que o local estava deserto no momento do acidente.
Ele foi levado ao Instituto Médico Legal e fez exame de alcoolemia. Se for comprovado que estava bêbado, o oficial pode ser condenado a até 23 anos de prisão.


Mistério envolve morte de casal encontrado enforcado no Planalto Ayrton Senna


Um caso misterioso está sendo investigado pela Polícia Civil com a ajuda da Perícia Forense. Os corpos de marido e mulher foram encontrados despidos e enforcados dentro de uma residência localizada no bairro Planalto Ayrton Senna, na zona Sul de Fortaleza no fim de semana. A Polícia não sabe, ainda, se ocorreu um duplo homicídio ou se um assassinato seguido de suicídio.

Os corpos foram encontrados no interior da residência do casal, na Rua Planaltina, na noite do último sábado (9). As vítimas foram identificadas como Thális Eduardo Alves de Lira, 24 anos; e sua companheira, a jovem Lorena Graziella Martins da Silva, 19. Um fio foi encontrado em volta do pescoço do casal. A mulher morreu em pé e o marido de joelhos, atados pelo mesmo fio. A forma como os corpos foram encontrados intrigou os peritos.

Moradores da área onde o caso aconteceu não quiseram falar, temendo represálias. A Polícia classificou a ocorrência como “achado de cadáveres” e espera que a Perícia Forense desvende o mistério.

Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local dando início às investigações em torno do fato. Os corpos de marido e mulher foram encaminhados para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel).

(Fernando Ribeiro)

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