O jumento está em risco de extinção. O animal-símbolo do Nordeste perdeu espaço para motos nas propriedades rurais do semiárido e virou alvo de cobiça dos chineses. A informação é do Diário do Nordeste.
Quando não abandonados nas estradas ou vítimas de atropelamentos, os animais são levados para abatedouros e têm a carne exportada para a China. O volume de exportações, no entanto, vem aumentando ano a ano:
Em 2016 – 24,9 mil toneladas;
Em 2017 – 40,7 mil toneladas;
Em 2018 – 226,4 mil toneladas.
Para tentar frear a ação, entidades de defesa dos animais se mobilizaram e, em dezembro do ano passado, conseguiram uma liminar na Justiça para suspender os abates na Bahia, onde há o maior número de abatedouros.
O Governo baiano e os abatedouro entraram com recursos, contudo, ainda não foram julgados.
O salto no número de exportações de carne de cavalos, muares e asininos, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ocorreu após a entrada de jumentos nas cotas de abate.
Ao todo, no Brasil, há seis abatedouro ou frigoríficos autorizados a abater equídeos, incluindo asininos, sendo três unidades na Bahia e as demais em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
A decisão judicial que suspendeu o abate na Bahia ainda está em vigor, de acordo com o Ministério.
Atualmente, o rebanho de asininos no Nordeste está quantificado em 812,4 mil cabelas, representando 90% do efetivo brasileiro.
A situação só não está pior para esse asininos por causa da atuação das organizações de defesa dos animais. No fim do ano passado, em Canudos, interior baiano, cerca de 200 jumentos estavam presos, em condições de extremos maus-tratos, à espera do abate para terem a carne e o couro exportados para a China.
Outros 800 animais vagavam pela fazenda, doentes e com fome – carcaças achadas na propriedade revelaram que ao menos 200 já haviam morrido. A polícia descobriu que a fazenda tinha sido arrendada por chineses, que adquiriram cerca de mil animais trazidos de várias regiões do Nordeste.
Os animais seriam levados para abate em um frigorífico da região. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar os maus-tratos.
A promotora Cristina Seixas Graça, coordenadora do centro de apoio às Promotorias do Meio Ambiente da Bahia considerou que muitos animais morreram de inanição e notificou a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). A empresa dos chineses foi multada em R$ 40 mil.
A advogada Gislane Brandão, coordenadora da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, descreveu o cenário de horror que encontrou na fazenda de Canudos. “Havia dezenas de jumentos mortos, muitas carcaças espalhadas pelo campo. Os animais sobreviventes estavam desnutridos, pois ficaram meses sem alimentação.”
Em janeiro, a ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa de Animal assinou acordo com a Justiça e Ministério Público para receber e cuidar dos jumentos sobreviventes. O Fórum recebeu a tutela de 800 deles, livrando-os do abate. Uma parte foi adotada por pessoas da região e criadores comprometidos com a causa animal.
Ceará teve 592 acidentes com cobras no primeiro semestre do ano
Julho é o período em que acidentes envolvendo cobras se tornam mais frequentes em virtude do aumento na reprodução do animal. Não bastasse isso, o segundo semestre já começa com quase 600 casos de pessoas atacadas nos primeiros seis meses do ano. O alerta de especialistas para o perigo das cobras também se estende a outros animais peçonhentos.
A Secretaria de Saúde do Ceará afirma que 25% dos acidentes com serpentes no Estado acontecem entre os meses de julho e setembro, com base no registro dos últimos 12 anos. Entre janeiro e junho de 2019, no entanto, foram observados 592 acidentes e um óbito em diferentes regiões cearenses, informa a Pasta.
Quem trabalha em áreas de mata ou mesmo quem colocou na agenda das férias a exploração de trilhas, precisa redobrar os cuidados, principalmente neste mês, de acordo com a nota técnica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covig). Metade das picadas de cobras acontece nas regiões inferiores do corpo. Em 50% dos ataques, as vítimas têm entre 20 e 49 anos.
A maior incidência desses acidentes é com serpentes do grupo Bothrops, conhecidas como jararaca, jararacuçu, urutu, cruzeira e caissaca, além do grupo Crotalus, que tem como principal representante a cascavel.
Sobretudo, atividades ao ar livre exigem cuidados, mas há muitos casos em residências. Glauber é síndico de um prédio no Bairro Manoel Dias Branco e vem percebendo alguns episódios de aparição de cobras nas últimas semanas. "Duas delas foram capturadas e levadas para fora do condomínio. A maior parte ocorreu nas garagens, pois são lugares mais quentes à noite. Uma cobra parecia ser uma pequena jiboia, as outras eram coral sem peçonha", destaca.
O síndico conta que, além do período do ano, a proximidade do prédio com uma lagoa favorece o aparecimento de cobras. "Nosso condomínio tem muita área verde, com muito sapos, rãs, lesma e outros animais que atraem as cobras". Conforme Glauber, não houve nenhum incidente com moradores, funcionários ou animais de estimação.
Casos
Mas não só as cobras representam perigo quando se fala em animais peçonhentos. Por conta da capacidade de injetar veneno, através de dentes e aguilhões, animais como escorpião, abelha, aranha e lagarta, também exigem cuidados. Até 29 de junho deste ano, 4.311 acidentes por animais peçonhentos foram registrados no Ceará, segundo o monitoramento da Sesa.
Segundo destaca o biólogo e especialista em serpentes Giuseppe Puorto, diretor do Museu Biológico do Instituto Butantan, ocorrem aproximadamente 30 mil acidentes com cobras no Brasil, resultando numa taxa de letalidade de 0,5%. "São cerca de 150 pessoas que morrem por ano picadas por serpentes. Isso por vários motivos, entre eles, pela demora em procurar serviço médico. Às vezes, são pessoas que têm debilidades físicas como uma baixa imunidade. Pessoas idosas também estão no grupo de risco", diz.
Com informações do Diário do Nordeste.


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