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| Foto Kid Junior/SVM |
A taxa média de desemprego no Ceará fechou o ano de 2025 em 6,5%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta última sexta-feira (20) pelo IBGE.
O Ceará não está sozinho. O Brasil encerrou o ano com desocupação de 5,6% e outras 19 unidades da federação também atingiram seus níveis mínimos de desemprego.
A pesquisa monitora o mercado de trabalho para pessoas acima de 14 anos, considerando todas as formas de ocupação, incluindo emprego com carteira assinada e trabalho por conta própria.
Pelos critérios do IBGE é considerada desocupada apenas a pessoa que buscou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados, que abrange 211 mil domicílios em todo o País.
3,7 milhões de pessoas ocupadas no CE
No recorte do quarto trimestre de 2025, o Ceará apresentou um índice de 5,0%, recuo de 1,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre anterior e de 1,6 p.p. em relação ao mesmo período de 2024.
No quarto trimestre de 2025, a população ocupada no Estado foi estimada em 3,756 milhões de pessoas, um crescimento de 3,3% (119 mil novos postos) em um ano, embora tenha permanecido estável na comparação imediata com o terceiro trimestre, de acordo com o IBGE.
A população ocupada do Ceará em números:Carteira assinada: 1,035 milhão de pessoas (27,5% do total);
Conta própria: 1,051 milhão de trabalhadores (28,0% do total);
Informais e outros: 1,670 milhão de ocupados (44,5% do total).
Com informações do Diário do Nordeste e Agência Brasil.
Caso Rapunzel reacende debate sobre violência extrema contra animais no Ceará
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| Fot: Reprodução |
O estupro e a morte da cadela Rapunzel, dentro do apartamento da tutora em Maracanaú, reacenderam o alerta sobre o crescimento de casos de violência extrema contra animais no Estado. O crime, que apresenta indícios de zoofilia, gerou revolta entre moradores e defensores da causa animal. Até o momento, os responsáveis não foram presos, e as investigações seguem em andamento.
A tutora do animal, a enfermeira Adyla Thalyta, relatou o sofrimento vivido desde o crime e afirmou que busca justiça. “Pode ter certeza de que eu vou acionar o que for possível. Todo mundo está do meu lado. A Polícia Civil está do meu lado, direto conversando comigo, pegando o depoimento das pessoas”, disse. Segundo ela, a perícia esteve no local e recolheu digitais, DNA e vestígios de sangue. “Essa pessoa vai ser achada”, afirmou.
Abalada, Thalyta contou que não consegue mais permanecer no imóvel onde o crime ocorreu. “Não consigo entrar no meu apartamento, não consigo dormir, não consigo comer. Não consigo entender por que fizeram isso com ela”, desabafou. O caso também deixou moradores do condomínio apreensivos. Outro episódio recente que causou indignação foi registrado no bairro Vila Velha, onde imagens mostram um homem arremessando um cachorro.
Investigações e punições previstas em lei
O secretário de Proteção Animal do Ceará, Erich Douglas, informou que o órgão acompanha de perto os casos e solicitou investigação minuciosa. “A gente pediu um ofício para que a Delegacia do Meio Ambiente pudesse fazer uma investigação mais apurada, para tentar penalizar os culpados em relação a esse crime que foi bárbaro”, afirmou.
Ele destacou que quem comete maus-tratos pode responder com base na Lei de Crimes Ambientais, cuja pena foi ampliada e pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa, especialmente quando há morte do animal. No caso de adolescentes, podem ser aplicadas medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Aspectos psicológicos e risco social
Para o médico psiquiatra Helder Gomes, crimes com esse nível de crueldade indicam traços comportamentais preocupantes. “Quem faz um crime como esse vai ter características que envolvem a falta de empatia, a falta de remorso, uma insensibilidade completa”, explicou. Ele ressalta que atos de zoofilia são compreendidos pela psiquiatria como transtornos relacionados a desvios de comportamento sexual.
Apesar disso, o especialista enfatiza que a existência de um transtorno não exclui a responsabilização criminal. “Não é porque se trata de uma questão psiquiátrica que o indivíduo não será punido. Trata-se de um crime no Brasil”, afirmou. Segundo ele, pessoas que cometem agressões contra animais podem apresentar maior risco de desenvolver violência contra outras pessoas, o que reforça a importância de investigação rigorosa e acompanhamento adequado.
Com informações do Portal GC Mais.
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