A atriz Laura Cardoso, um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos na noite desta segunda-feira (17), em São Paulo. A informação foi divulgada na madrugada desta terça-feira (18) pelo perfil oficial da atriz nas redes sociais. Segundo a filha Fátima Cardoso, Laura passou mal em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste da capital paulista.
A publicação que anunciou a morte da atriz afirmou: “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”. O velório está previsto para ocorrer nesta terça-feira, das 8h às 14h, no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.
Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, em 1927, Laura Cardoso começou a atuar aos 15 anos e estreou na televisão em 1952, aos 25, na novela “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Ao longo da carreira, participou de mais de 60 novelas e se tornou uma das atrizes com maior número de trabalhos na televisão brasileira.
Laura Cardoso estreou na TV Globo em 1981, na novela “Brilhante”, a convite do diretor Daniel Filho. Dois anos depois, foi contratada pela emissora e participou de “Pão Pão, Beijo Beijo”. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão personagens como Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, em “Mulheres de Areia”, de 1993, e Dona Guiomar, em “A Viagem”, exibida no ano seguinte.
O último trabalho da atriz em uma novela foi “A Dona do Pedaço”, em 2019. No cinema, sua participação mais recente foi no filme “Dona Rosinha”, lançado em 2025. Ao longo de mais de sete décadas de carreira, Laura Cardoso também atuou no teatro, no cinema e em produções para televisão.
A morte da atriz encerra uma trajetória de mais de 80 anos dedicada à atuação. Laura Cardoso deixa uma carreira marcada por dezenas de personagens e trabalhos que atravessaram diferentes períodos da televisão e da dramaturgia brasileira.
Petrobras anuncia descoberta de petróleo em poço na Margem Equatorial, no Amapá

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial, em águas profundas na costa do Amapá. A estatal ainda precisa concluir a perfuração e realizar estudos para estimar o volume encontrado e avaliar se a área apresenta condições para uma futura exploração comercial.
O poço está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e aproximadamente 500 quilômetros da Foz do Amazonas. A lâmina d’água no local é de 2.886 metros. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a perfuração já atingiu cerca de 3 mil metros abaixo do nível do mar e outros 3 mil metros em rocha, com previsão de avançar aproximadamente mais 1 mil metros.
“É uma descoberta que é fruto de um trabalho de anos, com muita tecnologia embarcada, muito esforço e muito investimento, mas que até agora confirmou todas as nossas expectativas de um potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial”, afirmou Magda durante visita ao Oiapoque. A previsão é que a perfuração seja concluída entre 15 e 20 dias.
Desde agosto de 2025, quando começou a atual campanha exploratória na região, a Petrobras informou ter investido US$ 3 bilhões. As operações de exploração têm custo estimado em cerca de US$ 1 milhão por dia. A estatal ressalta, porém, que a identificação de petróleo em um poço exploratório não representa, por si só, a confirmação de uma reserva comercialmente viável.
Após a conclusão da perfuração, serão realizados estudos para determinar o volume e as características do reservatório, além da viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção. A Petrobras é operadora do bloco BM-FZA-59 e possui 100% de participação na área, adquirida na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
Durante a visita ao Amapá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu a continuidade dos investimentos em fontes renováveis de energia. Segundo ele, a exploração de petróleo na Margem Equatorial não deve alterar a estratégia brasileira de ampliar a produção de biocombustíveis e outras fontes renováveis. “O país vai continuar sendo o país da inovação dos biocombustíveis e vai continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável”, afirmou.

A última vez que manteve contato com os familiares, incluindo seus quatro filhos, foi na tarde do dia 8 de agosto

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