O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (11) que lançará, nos próximos meses, uma nova função de controle parental que permitirá que pais ou responsáveis gerenciem contas de usuários menores de 13 anos. A novidade foi divulgada pela Meta, empresa responsável pelo aplicativo.
Com a nova ferramenta, responsáveis poderão controlar quais contatos podem enviar mensagens para a conta da criança e também autorizar ou bloquear a participação em grupos. Além disso, será possível analisar solicitações de números desconhecidos e ajustar as configurações de privacidade da conta.
Segundo a Meta, as configurações de supervisão serão protegidas por um PIN exclusivo dos pais, garantindo que apenas eles possam alterar as permissões. Mesmo com o controle parental, o conteúdo das conversas continuará protegido por criptografia de ponta a ponta, o que impede que terceiros — incluindo os próprios pais e a plataforma — tenham acesso às mensagens.
A empresa informou que o recurso será disponibilizado gradualmente, podendo não chegar a todas as regiões ao mesmo tempo. Para criar uma conta supervisionada, o responsável precisa ter 18 anos ou mais e utilizar a versão mais recente do aplicativo em Android ou iPhone, com os dois aparelhos próximos durante a configuração.
A iniciativa surge em meio ao aumento das discussões sobre segurança digital de crianças e adolescentes. No Brasil, por exemplo, entra em vigor em 18 de março o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, que obriga plataformas digitais a adotar medidas para prevenir o acesso de menores a conteúdos ilegais ou inadequados.
Toffoli se declara suspeito para julgar prisão de Vorcaro
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para participar do julgamento que vai decidir se a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro será referendada pela Corte. O julgamento está agendado para a próxima sexta-feira (13).


“Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa”, decidiu.
Com o afastamento de Toffoli do julgamento, a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão Vorcaro será decidida com os votos dos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
O julgamento será realizado em sessão virtual da Segunda Turma da Corte, prevista para começar às 11h desta sexta-feira (13).
CPI do Banco Master
Na decisão, o ministro também se declarou suspeito para julgar o mandado de segurança que pretende obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.
Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação sobre a instalação da CPI nesta quarta-feira (11), pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.
O ministro Cristiano Zanin foi escolhido para relatar a ação após a manifestação de Dias Toffoli.
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.
Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF.
Fonte: Agência Brasil/ EBC
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