![]() |
| Foto Divulgação/BNB. |
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) encerrou o ano de 2025 com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, atingindo em 31,6% superior ao registrado no ano anterior. As contratações alcançaram R$ 68,4 bilhões – crescimento de 11,6% –, enquanto os desembolsos somaram mais de R$ 64,1 bilhões – alta de 5,8%.
Segundo a instituição, todos os indicadores representam recordes históricos em seus 73 anos de atuação. Os resultados do quarto trimestre e o consolidado do ano foram apresentados nesta quinta-feira (19).
Os programas de microcrédito também atingiram marcas inéditas. O Crediamigo registrou R$ 13,4 bilhões em contratações, aumento de 11,4% em relação a 2024, enquanto o Agroamigo somou R$ 9,5 bilhões em financiamentos a pequenos produtores rurais, crescimento de 10,6%. Juntos, os programas responderam por mais de um terço de todo o volume de operações do banco.
O presidente do banco, Paulo Câmara, destacou a expansão do crédito como fator determinante para os resultados. Como gestora do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a instituição oferta crédito de longo prazo voltado à dinamização econômica, geração de emprego e redução das desigualdades regionais.
“Ano a ano temos seguido a orientação do presidente Lula de aumentar a disponibilidade de crédito para os empreendedores nordestinos. Em 2025, o BNB ultrapassou todos os recordes anteriores, disponibilizando quase R$ 70 bilhões para o mercado e alcançando um lucro histórico de mais de R$ 3 bilhões. Temos uma operação sólida que tem se tornado mais abrangente e democrática com o passar do tempo”, comentou Câmara.
No segmento empresarial, o agronegócio apresentou crescimento expressivo, com alta de 15,3% nos financiamentos, totalizando R$ 12,8 bilhões contratados ao longo de 2025, conforme o balanço divulgado pela instituição.
Com informações do Diário do Nordeste.
Agressores de mulheres no Brasil usarão tornozeleira de imediato
![]() |
| Foto Tiago Stille/Gov. Ceará. |
O Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (18), um projeto de lei que impõe o uso imediato de tornozeleira eletrônica a agressores de mulheres. Pela proposta, vítimas de violência doméstica poderão receber um dispositivo de segurança capaz de alertar sobre a aproximação do acusado.
O texto segue agora para sanção do presidente Lula (PT). Os autores – os deputados federais Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) – e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), indicaram a ampliação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para a compra dos equipamentos.
O projeto também prevê o aumento da pena estabelecida pela Lei Maria da Penha, com acréscimo de um terço até metade do tempo de detenção. Atualmente, a punição varia entre dois e cinco anos de prisão, além de multa.
“Já estava passando da hora de fazer esses pequenos ajustes, principalmente a questão do monitoramento dos agressores. Sabemos que, por mais que a mulher tenha a medida protetiva, não é suficiente para que ela tenha, de fato, a vida resguardada. Agora, tendo de fato monitoramento eletrônico desse agressor, nós sabemos que vamos poder salvar vidas de inúmeras mulheres do nosso país”, disse Leila Barros.
Em 2025, o presidente Lula já havia sancionado uma legislação semelhante, também relatada por Leila Barros, que previa o uso de tornozeleira eletrônica para acusados de violência doméstica durante a aplicação de medidas protetivas.
Atualmente, a adoção do equipamento depende de decisão judicial. Com a nova proposta, delegados de polícia poderão determinar o uso da tornozeleira em situações de risco, especialmente em municípios que não contam com a presença de um juiz.
Hoje, a única medida protetiva imediata prevista é o afastamento do agressor do local de convivência com a vítima, o que limita a capacidade de monitoramento em tempo real.
O novo texto estabelece que providências sejam tomadas de forma imediata diante do primeiro indício de risco à vida, à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes.
Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicam que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da série histórica, com 1.470 casos — média de quatro mulheres assassinadas por dia, superando o recorde anterior, registrado em 2024.
Com informações do Diário do Nordeste.
.webp)

Nenhum comentário:
Postar um comentário