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quinta-feira, 5 de março de 2026

Nordeste terá o maior aumento na conta de luz do Brasil em 2026

Foto Marcelo Camargo/ Agência Brasil 

O Nordeste deve concentrar a maior alta percentual nos reajustes médios das tarifas de energia elétrica no Brasil em 2026, com avanço estimado em 9,77%. O levantamento é da Thymos Energia, consultoria especializada no setor elétrico.

A elevação é atribuída, principalmente, ao aumento dos custos da energia comprada pelas distribuidoras e à expansão das despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Reajuste em outras regiões do Brasil

Considerando todas as regiões, a média nacional de reajuste tarifário é projetada em 7,64%. No Sudeste, a variação deve chegar a 5,45%.

O Norte tem previsão de alta de 4,52%, enquanto o Sul deve registrar avanço de 3,61%. No Centro-Oeste, o índice é praticamente estável, com variação de 0,08% em relação ao ano anterior.

Embora os componentes tarifários sejam comuns a todas as distribuidoras, os impactos variam conforme as características de cada área de concessão.

"No caso da CDE, a intensidade da pressão varia conforme a composição de mercado de cada área de concessão e a trajetória de equalização regional entre os blocos Norte/Nordeste e Sul/Sudeste/Centro-Oeste", explica Ana Paula Ferme, diretora do setor de serviços públicos e regulação econômica da Thymos.

As diferenças nas tarifas também refletem o portfólio contratual de cada distribuidora, que afeta o custo médio de compra de energia e o nível de exposição ao mercado de curto prazo.

A análise aponta ainda que o orçamento projetado para a CDE em 2026 deve crescer 7% em relação a 2025, alcançando R$ 52,7 bilhões, conforme proposta em consulta pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O aumento está relacionado à ampliação de subsídios setoriais, com destaque para os descontos às fontes incentivadas, a expansão da tarifa social e o crescimento da geração distribuída — cujos custos quase dobram no período.

Mesmo com a redução de itens historicamente relevantes na composição da conta, a expansão dos subsídios mantém pressão significativa sobre as tarifas.

O encarecimento da energia também está ligado à dinâmica de contratos firmados em leilões e cotas, além da maior exposição ao mercado de curto prazo na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), influenciada pela expectativa de alta no preço de liquidação das diferenças (PLD) em 2026.

A consultoria ressalta que o teto para o orçamento da CDE, previsto na Lei nº 15.269/2025 (ex-MP 1.304), só passa a valer a partir de 2027.

Com informações do O Povo.

Tarifa social da Cagece beneficia clientes com baixa renda no Ceará

Foto Divulgação 
A população com baixa renda no Ceará é beneficiada com tarifa social da Cagece – Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Essa categoria de clientes que utiliza a rede de água paga de R$ 2,33 a R$ 23,30, variando de acordo com os metros cúbicos (m³) consumidos.

A medida garante a prestação dos serviços essenciais de água e esgoto aos clientes beneficiários do Bolsa Família que residem em imóveis residenciais de padrão básico e com consumo de até 10 m³ de água por mês. Este é um benefício concedido também às famílias atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

O cadastro de clientes no benefício da Tarifa Social pelos serviços de água e esgoto prestados pela Cagece pode ser solicitado diretamente nas lojas de atendimento da companhia ou através da Central 0800 275 0195.

Para a adesão, o cliente precisa estar com o cadastro atualizado junto a Cagece, apresentar o Número de Identificação Social (NIS) vinculado ao Bolsa Família e o último comprovante ativo de recebimento do benefício do Governo Federal e se enquadrar nos requisitos.

Joselito Teles, gerente de Cadastro e Geoprocessamento da Cagece, explica que uma vez apresentada a documentação necessária e o cadastro do imóvel atendendo os requisitos exigidos pela companhia, o benefício da tarifa social é aprovado de imediato e aplicado conforme o ciclo de faturamento do cliente.

“A tarifa social é uma das opções de faturamento que temos dentro da nossa estrutura tarifária. Para o cliente ter direito a essa tarifa, ele tem que atender as regras no cadastro. O imóvel precisa ser de padrão básico, consumir até 10 m³ de água por mês e ter inscrição ativa de recebimento do Bolsa Família”, reforça.

Ele explica ainda que, caso o cliente ultrapasse o consumo de 10 m³ de água no mês, a tarifa social não é aplicada para aquele período, mas volta a ser concedido no mês em que o cliente se enquadrar nas regras do benefício. Uma condição que pode cancelar o benefício da Tarifa Social junto a companhia é o cliente deixar de ter o cadastro ativo no Bolsa Família ou realizar mudanças que alterem o padrão básico do imóvel residencial.

Serviço

Quem tem direito: clientes de padrão residencial básico, com consumo mensal até 10 m³ de água e que recebem Bolsa Família e famílias atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Documentação necessária: Número de Identificação Social (NIS) vinculado ao Bolsa Família e comprovante do último recebimento do Bolsa Família.

Como aderir: ir diretamente em uma das lojas de atendimento da Cagece ou através da Central 0800 275 0195.

Com informações do Site Várzea Alegre Agora.

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