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sábado, 7 de março de 2026

24 homicídios já foram registrados em municípios do Sertão Central do Ceará nos dois primeiros meses do ano

Foto Reprodução 

Os dois primeiros meses deste ano de 2026 tiveram 24 homicídios em municípios do Sertão Central, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE). Boa Viagem foi o município que mais teve registros.

De acordo com o balanço foram oito homicídios registrados em janeiro e fevereiro, em Boa Viagem. Deputado Irapuan Pinheiro e Solonópole aparecem em seguida, empatados no levantamento, com quatro homicídios, cada.

Nos levantamentos da SSPDS-CE, os registros de homicídio se enquadram na tipificação de Crimes Violentos Letais Intencionais (CPVI). São todos aqueles crimes que acabam com vítimas e que foram provocadas por outra pessoa, usando arma de fogo ou arma branca (objetos perfurocortantes).

Aparecem na lista os municípios de Senador Pompeu, Caridade, Pedra Branca, Milhã e Quixadá, variando entre dois ou um homicídio. Os demais 10 municípios da região não aparecem no levantamento da SSPDS-CE.

Com informações do Site Revista Central.

No Ceará, mais da metade das mulheres vítimas de estupro foram crianças e adolescentes em 2025

Foto Divulgação/ Polícia Civil 
No Ceará, mais da metade das mulheres vítimas de estupro e violência sexual foram crianças e adolescentes no ano de 2025. Foram contabilizados 26 casos de violência, sendo 53,8% dos crimes contra pessoas de até 17 anos de idade. As informações são do 6º relatório “Elas Vivem”, da Rede de Observatórios da Segurança, divulgado nesta sexta-feira, 6.

No País, ao longo do ano passado, foram registrados 961 casos de estupro e violência sexual contra mulheres nos estados monitorados pela entidade. São eles: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em números absolutos, o Amazonas aparece com o maior registro dos estados monitorados pela rede, com 353 casos, o que corresponde a 78,4% das ocorrências desse tipo de violência no estado.

Na sequência, São Paulo aparece na segunda posição, com 191 casos (35,6%), seguido pelo Pará, com 123 registros (62,8%). O Rio de Janeiro aparece em quarto lugar, com 95 casos (30,5%).

Em quinto lugar está a Bahia, com 75 ocorrências (57,3%). Piauí e Pernambuco aparecem em seguida, empatados com 53 casos cada, representando 43,4% e 45,5%, respectivamente. O Ceará aparece em penúltimo lugar, com 26 casos, e o Maranhão, com 23 ocorrências (39,1%), vem com menos casos.

No Estado, foram contabilizados 197 eventos de violência contra mulher em 2025. Os dados apresentados no relatório ainda revelam um aumento de 4,4% no número de mulheres e meninas mortas no ano passado em comparação a 2024.

O crescimento acompanha também a persistência do perfil dos agressores: em 46,8% dos casos, eles eram pessoas próximas às vítimas. A maioria das violências aconteceu em ambientes domésticos, onde 56,1% dos casos foram cometidas por parceiros, ex-parceiros, pais, filhos e outros familiares.

Já conhecidos das vítimas, são apontados por 345 caso e vizinhos por 59. Os dados também chamam atenção para o número de casos em que os níveis hierárquicos foram utilizados pelos agressores para praticar 264 eventos de violência.

De acordo com o relatório, agentes do Estado que utilizam de força policial para a prática dos crimes de violência contra mulher somaram 74 casos, em seguida, professores, com 66 ocorrências; pessoa funcionária pública ou no exercício de funções públicas, 44; colega de trabalho, 36; líder religioso, 24; patrão, ex-patrão ou superior hierárquico, 20.

Com informações do O Povo.

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