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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Lula lidera corrida ao Planalto com 46%, Bolsonaro tem 29%, diz Genial/Quaest


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência da República na eleição deste ano e tem agora 17 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que é candidato à reeleição, mostrou pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira.

De acordo com o levantamento, Lula tem 46% da preferência do eleitorado, contra 45% na pesquisa anterior realizada em abril, ao passo que Bolsonaro soma 29%, ante os 31% que tinha na pesquisa anterior.

Ciro Gomes (PDT) tem 7%, o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) soma 3%, mesmo percentual do deputado federal André Janones (Avante-MG). A senadora Simone Tebet (MDB-MS) e Felipe D'Ávila (Novo) têm 1% cada.

Pelos dados da pesquisa, Lula tem um percentual superior à soma dos demais adversários, embora a diferença esteja dentro da margem de erro. Se obtiver mais votos que a soma dos rivais no dia 2 de outubro, o petista se elege em primeiro turno.

No cenário mais provável de um eventual segundo turno apontado pela pesquisa, entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria por 54% a 34%. Na sondagem anterior, o placar favorável a Lula era de 55% a 34%.

Na avaliação de Felipe Nunes, diretor da Quaest, decisões recentes de Bolsonaro, como a graça presidencial, uma espécie de perdão, ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), e os novos ataques do presidente ao sistema eletrônico de votação, afastaram eleitores mais moderados de Bolsonaro.

"A graça presidencial ao deputado Silveira engajou os setores radicais da campanha, mas afastou o eleitor moderado que vinha se aproximando do presidente", disse, segundo comunicado.

"Como os eleitores de Bolsonaro e Lula já estão definidos, é a faixa dos Nem-Um-Nem-Outro que vai decidir a eleição. Entre esses eleitores, 54% reprovam a ação do presidente, contra 17% que aprovam", disse Nunes.

De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados entendem que Bolsonaro agiu errado ao perdoar Silveira, ao passo que 30% entendem que o presidente agiu de forma acertada.

O levantamento também voltou a indagar sobre a confiança dos eleitores na urna eletrônica e 40% disseram confiar muito nelas --ante 41% da última vez que a pergunta foi feita em setembro. Ao mesmo tempo, 35% afirmaram confiar um pouco ou mais ou menos --contra 29% em setembro-- e 22% afirmaram não confiar --ante 27%.

Ainda segundo o levantamento, 46% dos entrevistados têm avaliação negativa do governo Bolsonaro --ante 47% na pesquisa anterior--, 25% avaliam o governo positivamente --eram 26%-- e 27% veem a gestão como regular --contra 25%.

O instituto Quaest entrevistou 2.000 pessoas pessoalmente entre os dias 5 e 8 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.

Fonte: Reuters via Yahoo Notícias

nflação reduz poder de compra de cearenses: 'volto do supermercado só com umas sacolinhas'


Em 1989, a inflação brasileira ultrapassou o patamar de 1.700%. Naquele ano, a dona de casa Maria Helena Dias estava com 19 anos. Ela não se lembra, mas o salário acabava em uma única ida ao supermercado. Os produtos eram etiquetados frequentemente para reajuste de valores na presença dos consumidores. Foi quando os brasileiros desenvolveram o hábito de fazer compras mensais para evitar as oscilações repentinas. O cenário atual de inflação em dois dígitos, claro, não se compara aos índices descontrolados daquele período (entre as décadas de 1980 e 1990). Mas a percepção de que os ganhos não têm tanto valor não passa mais despercebida por Helena, hoje com 52 anos.

"Sempre que vou ao mercado vejo algo mais caro, todo mês é um valor diferente. Antes, o supermercado precisava vir deixar as compras em casa, agora, é a gente que sai só com umas sacolinhas nas mãos", lamentou. Recentemente, as majorações observadas pela Helena foram provocadas por diversos os fatores internos e externos. Dentre eles, questões climáticas, custo do frete com o reajuste dos combustíveis e as demais consequências da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

O analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Daniel Suliano, lembra que o custo dos alimentos começou a acelerar no segundo semestre de 2020, no bojo da retomada das atividades econômicas. A situação, todavia, manteve-se ao longo de 2021. No primeiro trimestre deste ano, o conflito no Leste europeu de mais fôlego à alta generalizada. “Quando se considera a aceleração dos preços alimentícios, os dois países são grandes produtores de trigo, umas das principais commodities desse segmento. É o clássico choque de oferta que atinge a economia, com a redução do produto e a elevação do nível de preços”, esclarece.

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