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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Polícia divulga imagens de presos envolvidos na morte de PMs


A Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Quixadá divulgou em sua página no facebook, fotos dos dois homens que foram presos suspeitos de participar da morte de PMs no Município.
Antônio José Freitas Guedes (46) e José Dimas Pinheiro Candeia (34) foram presos em uma operação com equipes da Delegacia e do Comando Tático Rural (Cotar). Os dois já se encontram na Cadeia Pública de Quixadá 
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Antonio José Freitas e José Dimas foram capturados na última segunda-feira (4) no distrito de Entre Rios na zona rural do município de Choró. Eles estavam na companhia de José Adailson da Silva, conhecido como “U”, que foi morto durante o tiroteio com a Polícia após ter sido encontrado pelas equipes. A localização do trio chegou até aos policiais mediante uma denúncia anônima.
De acordcom com as investigações da DRPC, a dupla presa dava apoio ao bando do qual “U” integrava. Eles confessaram, em depoimento, que guardavam algumas armas, munições e balaclava a pedido do infrator morto. Na residência onde estavam escondidos, foram encontrados espingarda, pólvora, munições e até trajes para se camuflar na mata.
A Polícia afirmou que as investigações continuam. Denúncias de qualquer suspeito ou informação que levem aos acusados podem ser passadas através do telefone (88) 3445-1047. O nome do denunciante será mantido no mais absoluto sigilo e em modo algum será divulgado. “Uma coisa é certa: não sossegaremos enquanto não pegar todos os envolvidos”, disse a DRPC.
CNews

Oito pessoas são condenadas por operar fraude milionária contra INSS


O grupo envolvido em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que causou prejuízos de R$ 10 milhões aos cofres públicos foi condenado pela Justiça Federal no Ceará. Oito pessoas operaram esquema de concessão de benefícios ilegais A ação que resultou na sentença é resultado da Operação Sol Poente, deflagrada em 2005.
De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), entre os condenados, há servidores e ex-servidores do INSS, que tinham, dentro do esquema, o papel de habilitar benefícios em total desacordo com as normas e rotinas administrativas. Para isso, incluíam informações falsas no sistema de dados da Previdência Social.  
Ainda de acordo com o MPF, na liderança do grupo, estava a chefe de benefícios da agência do município de Itapipoca, Regina Elizabeth Leitão Melo. Era nessa unidade, no litoral oeste cearense, onde ocorriam todas as fraudes promovidas pelo grupo, que contava também com a participação de Manoel Barroso Braga, dono de  escritório localizado no município vizinho de Trairi, que se especializou em acompanhar requerimentos de benefícios previdenciários.
“Ele tinha um verdadeiro escritório de produção de documentos falsos, desde a certidão de nascimento até a carteira de trabalho para criar uma situação favorável ao benefício”, afirmou o procurador autor da denúncia, Ricardo Magalhães.  Segundo ele, boa parte das pessoas que eram beneficiadas sequer eram da região. “Muitas pessoas chegavam de outro locais, inclusive da Capital, o  procuravam e recebiam o benefício com agilidade porque ele tinha contato com as servidoras e pagava propina para elas”, afirmou.
Conforme denúncia, as pessoas interessadas no benefício pagavam uma taxa anterior e cediam parte da quantia para os agenciadores após o valor ser liberado pelo INSS. Parte do valor ficava com Manoel Braga e outra parte com as servidoras da agência em Itapipoca.
Em 2005, o grupo foi alvo da Operação Sol Poente, que contou com participação de servidores do MPF/CE, Polícia Federal e do INSS. A lista de crimes praticados pelos condenados inclui, entre outros, inserção de dados falsos em sistema de informática, falsidade documental, uso de documento falso, corrupção passiva, corrupção ativa e formação de quadrilha.
Recurso
A sentença emitida pela Justiça Federal ainda é passível de pedido de recurso em liberdade. De acordo com o advogado Túlio Magno, que representa a família Braga, o pedido de apelação já foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife. Para o advogado houve “muitos vícios e incidentes durante o processo” que ele acredita serem passíveis de nulidades da sentença. Magno citou entre eles, a prorrogação de interceptações telefônicas feita por uma diretora de secretaria. “Eu espero que  o Tribunal receba o caso e analise com maior sensibilidade e atenção”, afirmou.
O POVO

Ceará perdeu R$ 12 bi com a violência no trânsito em 2015


O Estado do Ceará perdeu o equivalente a R$ 12,38 bilhões, no ano passado, com a violência no trânsito. Esse é o impacto econômico provocado pelos 63.241 casos de invalidez permanente e a morte de 2.242 pessoas, resultantes de colisões e atropelamentos. O cálculo refere-se à interrupção da atividade produtiva como resultado da incapacidade de trabalho. 
Os dados fazem parte do estudo Estatísticas da Dor e da Perda do Futuro: novas estimativas, do economista Cláudio Contador, diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, e Natália Oliveira, coordenadora do CPES.
O relatório, que toma por base os indicadores do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat), indica uma perda equivalente a 9,91% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. “É assustador o número de brasileiros mortos e feridos por ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde, somos destaque nesta triste estatística. Em 2010, estávamos atrás apenas de China, Índia e Nigéria”, disse Cláudio Contador.
O Ceará registrou o segundo maior número de casos de invalidez permanente no Brasil, no ano passado, em função da violência no trânsito. Minas Gerais é o primeiro, com 65 mil. Esse tipo de ocorrência no Estado é maior que o de toda a região Norte (61 mil). De acordo com o estudo, é como se 173 pessoas se tornassem inválidas permanentes por dia, uma média de sete acidentes a cada hora.
O impacto econômico da violência no trânsito corresponde a duas vezes a arrecadação da Prefeitura de Fortaleza, que foi de R$ 5,3 bilhões, em 2014. O valor também é 14 vezes maior que o gasto pela cidade na área de educação (R$ 896 milhões anuais) e quase oito vezes o investimento em saúde (R$ 1,6 bilhão).
Nível nacional
No Brasil, a cada ano, cerca de 664 mil pessoas se envolvem em acidentes de trânsito, segundo registros do Dpvat. Deste total, 43 mil são vítimas fatais e 525 mil sofrem invalidez permanente. O impacto econômico decorrente da incapacidade para o trabalho é de R$ 197 bilhões, ou 3,34% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Segundo Natália Oliveira, coordenadora do CPES e coautora do estudo, no Brasil, a grande maioria das vítimas está em idade ativa: 90,4% concentram-se na faixa etária de 18 a 64 anos. Ou seja, pertencem a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade. O impacto econômico causado pela perda de mão de obra é chamado de Valor Estatístico da Vida (VEV), ou seja, o quanto a pessoa deixa de produzir anualmente por morte ou invalidez. No Brasil, este valor é de R$ 2.200,00 e no Estado do Ceará de R$ 1.040,00.
O VEV tem por base outra pesquisa em que foi levado em conta o perfil da população em cada estado (sexo, faixa etária, renda per capta, produção). Por isso, os valores variam tanto de um estado para outro. Do total de vítimas fatais do trânsito, 74% são homens e 26%, mulheres. Entre os homens mortos, 92% têm entre 18 e 64 anos. “Isso significa que essas pessoas deixam de produzir para o País e para suas famílias, em um efeito cascata que gera uma perda imensa”, afirma Natália.
As informações são do jornal O Estado CE

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