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terça-feira, 5 de julho de 2016

Alvos da Lava Jato no PMDB concentram 2/3 das doações


Os redutos dos peemedebistas que são alvos da Operação Lava Jato receberam, nas eleições de 2010 e 2014, um volume de doações desproporcional ao tamanho de seu eleitorado. As campanhas mais ricas do PMDB, em termos relativos, não foram as dos Estados maiores, mas as dos comandados por “caciques” locais.
Os 12 Estados de alvos da Lava Jato concentram apenas um terço dos eleitores do País, mas eles receberam R$ 2 de cada R$ 3 (66%) doados a campanhas majoritárias do PMDB nas duas últimas eleições para governador e senador.
Nesses mesmos locais, candidatos, comitês e diretórios do PT e do PSDB receberam, respectivamente, apenas 25% e 22% do total doado para as campanhas estaduais – o que mostra que as prioridades eleitorais de petistas e tucanos foram muito diferentes das do PMDB.
Parte significativa do dinheiro arrecadados pelos três partidos veio de empreiteiras investigadas na Lava Jato. Há indícios de que doações eleitorais tenham sido feitas para “lavar” propinas resultantes de desvios de recursos públicos. No caso do PMDB, o ex-senador Sergio Machado afirmou, em proposta de delação premiada, que propinas destinadas a José Sarney e Romero Jucá eram, por vezes, disfarçadas como doações oficiais de campanha aos diretórios do partido no Maranhão e em Roraima, respectivamente.
No ranking dos valores per capita, o primeiro colocado, disparado, é justamente o Estado de Jucá. Na média das duas eleições, o PMDB de Roraima recebeu cerca de R$ 96 por eleitor – mais que o quádruplo do segundo colocado, Tocantins, e nove vezes o valor registrado no Rio de Janeiro.
Em 2010 e 2014, o PMDB roraimense recebeu cerca de R$ 47,6 milhões. Em números absolutos, foi o sexto maior volume arrecadado pelo partido nos Estados, apesar de Roraima ser o menor colégio eleitoral do País – lá, apenas 262 mil pessoas compareceram às urnas há dois anos.
Esse volume de dinheiro foi basicamente, para a máquina controlada por Jucá – que se expande para além do PMDB. Em 2010, a maior despesa do comitê de campanha do então candidato a senador foi o item “doações financeiras a outros candidatos”. Além de financiar colegas de partido, Jucá deu dinheiro a candidatos a deputado federal e estadual do PSDB, do PV, do PR, do PRTB, do PTN, do PPS, do DEM, do PDT, do PSB, do PP, do PSL, do PC do B e do PSDC. Na prática, elegeu uma bancada própria na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Gastou R$ 4,5 milhões, em valores de hoje.
Em 2014, Jucá foi ainda mais generoso. O diretório estadual do PMDB de Rondônia arrecadou R$ 30 milhões, em valores atualizados, apesar de não ter lançado candidato ao governo ou ao Senado. Parte do dinheiro financiou a campanha de Chico Rodrigues (PSB) ao governo, e o restante foi distribuído entre candidatos a deputado de diversos partidos.
Não há como mapear os doadores de Jucá e do PMDB em 2010. Na época, vigoravam as chamadas doações ocultas – para ocultar o vínculo entre financiador e financiado, o dinheiro não era transferido diretamente de um para outro, mas transitava antes pela conta de um intermediário (comitê ou partido). Em 2014, aparecem entre os principais doadores as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC e Odebrecht, o banco BTG-Pactual e o frigorífico JBS – todos também alvos da Lava Jato.
Outro destaque no ranking do financiamento eleitoral do PMDB é o Maranhão, terra de José Sarney, de sua herdeira política, a ex-governadora Roseana Sarney, e do aliado Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia. Na média de 2010 e 2014, o PMDB maranhense foi o terceiro que mais arrecadou no ranking dos Estados, apesar de ser o 13º em número de eleitores.
Em 2014, quando Lobão concorreu ao governo, recebeu doações de empreiteiras como a Andrade Gutierrez e a Queiroz Galvão. Seus principais financiadores, porém, vieram do setor de energia.
No total, o PMDB movimentou pouco mais de R$ 1 bilhão nas campanhas de candidatos ao governo e ao Senado nas duas últimas eleições nacionais, mais do que os tucanos (R$ 863 milhões) e petistas (R$ 665 milhões).
As análises do Estadão Dados consideraram todas as doações feitas a diretórios estaduais e aos candidatos ao governo e ao Senado, bem como a seus respectivos comitês. Quando o dinheiro transitou por mais de uma conta, um dos registros foi desconsiderado, para evitar dupla contagem. Os valores de 2010 foram atualizados pela inflação até o final de 2014, para permitir a comparação dos dados de ambas disputas.
INFOGRÁFICO ESTADÃO
INFOGRÁFICO ESTADÃO

Sete mulheres fogem de presídio usando lençóis


Sete mulheres conseguiram utilizar uma corda artesanal feita de lençóis para fugir do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz. A fuga aconteceu na madrugada do último domingo, 3, e de acordo com investigações da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), houve apoio externo para a ação.
As fugitivas são Keytilene Rabelo dos Santos, Waleska Alves Bastos, Bruna de Pinho Landim, Polyana Coelho de Souza, Lana Benicio de Lima, Maria Eugênia Sousa Tavares, Francisca Cícera de Sousa. Elas respondem por crimes como sequestro, roubo, homicídio, furto e tráfico de drogas. Até a tarde desta segunda, nenhuma das detentas foi recapturada.
CPPL I
Na Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL I), três túneis identificados também no fim de semana possibilitaram duas fugas de prisioneiros. A Sejus ainda não tem o número de foragidos. A primeira ação ocorreu no início da noite de sábado e a segunda na manhã de domingo.
Na madrugada desta segunda, um grupo disparou contra a unidade, em uma possível tentativa de resgate, chegando a trocar tiros com agentes de segurança que estavam na área externa. Não há confirmação de que tenha havido fuga. Ao longo desta manhã, a Polícia está no local dando suporte ao fechamento dos túneis.
Redação O POVO Online 

Produção de cerveja cai ao menor nível desde 2012


Colocar-o-dedo-no-copo-para-evitar-que-o-colarinho-da-cerveja-transbordeA produção de cerveja no Brasil em junho recuou ao menor nível para o mês desde 2012, enquanto o volume produzido de refrigerantes caiu ao menor nível desde pelo menos 2011, segundo dados disponibilizados pela Receita Federal.
A indústria de bebidas do país, liderada pela Ambev produziu 9,642 milhões de hectolitros de cerveja em junho, quedas de 1,2 por cento sobre um ano antes e de 4 por cento sobre maio.
Apesar disso, a produção da bebida no segundo trimestre deste ano cresceu 3,2 por cento sobre o fraco desempenho mostrado no mesmo período de 2015, para cerca de 29 milhões de hectolitros, segundo os dados do sistema da Receita de acompanhamento do setor.”
Com Agências

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