Prisão foi motivada por descumprimento de medidas cautelares; policiais encontraram 'muito dinheiro' na casa. Silveira já foi condenado por atos antidemocráticos; à época, Bolsonaro
Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)
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O ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi preso na manhã desta quinta-feira (2) em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do descumprimento de medidas cautelares também definidas pelo tribunal – com o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais.
Fontes da Polícia Federal afirmam que havia “muito dinheiro na casa” do ex-parlamentar no momento da detenção.
Daniel Silveira se candidatou ao Senado pelo Rio de Janeiro, em outubro, e recebeu 1,5 milhão de votos, mas não se elegeu.
Com isso, ficou sem mandato e perdeu o foro privilegiado nesta quarta (1º), quando os novos parlamentares tomaram posse.
G1
Acusado de criar vaga falsa de emprego para matar ex é condenado a 20 anos
Francisco Marcelo Freitas de Oliveira foi reconhecido como o autor do crime - Gessiana Farias dos Santos foi morta com 17 facadas após se negar a reatar o namoro
A Justiça sentenciou Francisco Marcelo Freitas de Oliveira a 20 anos de prisão pelo feminicídio que vitimou Gessiana Farias dos Santos em 10 de maio de 2019 em Guaraciaba do Norte (Serra da Ibiapaba). A decisão da Vara Única da Comarca de Guaraciaba do Norte foi tomada após Tribunal do Júri realizado nessa terça-feira, 31.
Gessiana, que tinha 17 anos, era ex-namorada de Francisco Marcelo, que à época tinha 19 e hoje tem 23 anos. Conforme a sentença de pronúncia, o acusado confessou que criou uma conta falsa na rede social Facebook e marcou um encontro com Gessiana no Ginásio Poliesportivo de Guaraciaba. O pretexto era uma inexistente proposta de emprego.
Conforme o Ministério Público Estadual (MPCE), a vítima foi morta com 17 facadas, após Francisco Marcelo pedir que eles voltassem a namorar e ela negar. Conforme uma familiar de Gessiana, Francisco Marcelo insistia "bastante", já há algum tempo, para que o namoro fosse reatado.
Diferente do que disse na fase policial, durante a instrução processual, Francisco Marcelo negou ter cometido o crime. Segundo disse, ele só assumiu a autoria por medo daquele que seria o verdadeiro autor do crime, um amigo seu.
Conforme a sentença de pronúncia, Francisco Marcelo “alega que foi ao encontro de sua ex-namorada para tentar reatar o relacionamento e que os amigos [...] também foram ao local. Na sequência, [um dos amigos] teria desferido os golpes na vítima”.
Francisco Marcelo foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio. Ele poderá recorrer, mas não poderá fazê-lo em liberdade.


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