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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Polícia identifica atirador que matou 4 durante missa na Catedral de Campinas

A CNH de Euler Fernando Grandolpho, o atirador que matou quatro pessoas — Foto: Daniel Mafra/EPTV
A CNH de Euler Fernando Grandolpho - O atirador que matou quatro pessoas

A Polícia Civil confirmou na tarde desta terça-feira (11) que o atirador que matou quatro pessoas durante uma missa na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) é Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, que tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) registrada em Valinhos (SP). Ele cometeu suicídio após o crime e outras quatro pessoas ficaram feridas após serem atingidas por disparos.
Segundo a Polícia Civil, a profissão do atirador era analista de sistemas, mas na ficha de identificação civil dele consta que ele era publicitário. O atirador não tinha antecedentes criminais. A motivação do crime é investigada pela polícia.
Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, chegou a trabalhar no Ministério Público como auxiliar de promotoria, mas saiu do órgão em 2014
Ainda segundo a Polícia Civil, o atirador fez tratamento de depressão, era recluso, morava com os pais e tinha um "perfil estranho".
Os quatro mortos são homens e as identidades deles não foram confirmadas até a publicação.

'Perfil estranho' - De acordo com a Polícia Civil, o atirador era bastante recluso, costumava ficar dentro do quarto, saia muito pouco de casa e chegou a fazer tratamento contra depressão. "Ele tinha um perfil muito estranho, era muito fechado. De 2015 para cá não trabalhou mais".
Cadernos, papéis e o notebook de Euler foram apreendidos pela Polícia Civil e serão analisados pela perícia. Os investigadores ainda tentam descobrir a motivação do crime.

Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, fez parte da primeira turma de Publicidade e Propaganda da Unip, de Campinas, em 1998 — Foto: Reprodução
Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, fez parte da primeira turma de Publicidade e Propaganda da Unip, de Campinas, em 1998

Celular pega fogo no bolso da calça e deixa homem com queimaduras na perna e mãos


Calça de Crespo ficou queimada

O roteirista Carlos Henrique Lopes Crespo, de 49 anos, sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus na perna esquerda e nos dedos das mãos após seu telefone celular ter explodido e pegado fogo no início da tarde do último sábado. Crespo estava com o aparelho, um Samsung modelo Galaxy A5 comprado em 2016, no bolso de sua calça jeans. O acidente ocorreu quando o roteirista estava no banco carona de seu carro, na Zona Oeste do Rio. A sua mulher dirigia o veículo.

— Escutei um barulho que chamou minha atenção e, quando olhei para a minha perna, vi que estava saindo uma fumaça preta. O celular estava no bolso, eu não estava usando nem carregando o aparelho. De repente, senti minha perna queimar e, no desespero, peguei o celular e acabei queimando as mãos. Joguei o telefone pela janela e, quando tirei a calça, ela estava com brasas, ou seja, estava claramente pegando fogo — relembra Crespo.

O roteirista foi levado por sua mulher para um hospital, onde recebeu atendimento. Ele teve alta médica na madrugada de domingo, mas precisou voltar à emergência no mesmo dia, com febre alta. No dia seguinte, foi ao hospital novamente para retirar as bolhas formadas pelas queimaduras. Agora, o roteirista faz curativos em casa duas vezes por dia.

 O banco do carro do roteirista
O banco do carro do roteirista

O aparelho que estava sendo usado pelo roteirista tinha sido emprestado a ele por sua mãe, já que o seu vinha apresentando defeito. Ele estava com o celular há poucos dias e não havia notado nenhum problema em seu funcionamento.

As feridas podem atrapalhar a vida profissional de Crespo. Freelancer, ele está com uma proposta para iniciar um trabalho este mês, mas não sabe se conseguirá fazer o serviço, uma vez que, além das queimaduras, tem sofrido com enjoos e mal-estar.

— Me senti personagem de fake news. A gente ouve essas histórias e acha que é historinha de WhatsApp. Não sei como vou lidar com celular a partir de agora. Estou assustado — afirma.

O roteirista teve queimaduras de segundo e terceiro graus
O roteirista teve queimaduras de segundo e terceiro graus

Após o acidente, o roteirista fez uma postagem em seu Facebook relatando o que havia acontecido com ele. “Não é uma figura de linguagem. Ontem, meu celular explodiu. Ainda sem acreditar no que aconteceu”, escreveu ele no início do texto. O relato acabou chegando à fabricante Samsung, que entrou em contato com o roteirista. Nessa terça-feira, representantes da empresa estiveram na casa de Carlos Henrique.

A empresa de tecnologia informou que realizará uma análise completa para determinar a causa exata do ocorrido. “Gostaríamos de assegurar aos nossos consumidores que seguimos os mais rigorosos padrões de segurança e controle de qualidade para garantir a melhor experiência com nossos produtos e serviços”, informou a Samsung em nota.

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