Os presidiários passaram por uma revista policial antes de retornarem para as celas
Em um dos xadrezes os presos já estavam bem próximos de concluir a escavação de um buraco na parede
Agentes penitenciários e policiais militares impediram uma fuga em massa de detentos na Cadeia Pública da cidade de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O caso ocorreu na madrugada desta quarta-feira (17). A unidade está superlotada.
Os agentes acabaram descobrindo que os presos estavam cavando um buraco em uma das celas e, provavelmente, iriam escapar durante a madrugada. Rapidamente, eles acionaram a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus), que encaminhou ao local uma equipe do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP). Também foram mobilizadas patrulhas da Polícia Militar.
Além de impedir a fuga, os agentes e policiais aproveitaram e realizaram uma varredura na cadeia, encontrando, pelo menos, cinco telefones celulares nas celas, além de outros apetrechos.
À exemplo das demais unidades carcerárias do Estado, a Cadeia Pública de Aquiraz está superlotada e apresenta riscos em seus aspecto estrutural. As fugas e motins ali são comuns, exigindo da Polícia um alerta permanente.
Bandidos considerados de alta periculosidade, como latrocidas, traficantes de drogas, homicidas e assaltantes se misturam com presos acusados de delitos menores.
Agricultor confessa ter assassinado a companheira e a enteada. Corpos foram queimados e enterrados numa cova rasa
Lucineida Farias Ximenes e a filha, Flávia Vitória, foram estranguladas pelo assassino
Francisco disse que praticou o crime em meio a discussão por causa de um bolo
Após três meses de mistério, a Polícia esclareceu o desaparecimento de uma mulher de 46 anos de idade, e de sua filha, uma menina de apenas 4 anos. As duas foram mortas por meio de estrangulamento e, além disso, tiveram seus corpos queimados e ocultados em uma cova rasa. O crime aconteceu em Groaíras (a 246Km de Fortaleza), na Região Norte do Estado.
Nesta terça-feira, o autor dos crimes decidiu contar tudo à Polícia. Trata-se do agricultor aposentado Francisco Xavier da Silva, 65 anos, que vivia maritalmente com a mulher há cerca de um ano e meio. No dia 20 de novembro do ano passado, ele matou a mulher e a enteada.
Desde a época do desaparecimento de Lucineida Farias Ximenes e de sua filha, Flávia Vitória Farias Lima, a família delas buscava informações que pudesse levar a encontrá-las. O misterioso desaparecimento em Groaíras passou a ser investigado pela Polícia Civil através da Delegacia Regional de Sobral.
Ao depor por várias vezes, o suspeito alegou que naquele dia (20 de novembro), deixou Lucineida e a filha na Rodoviária de Sobral, onde elas embarcaram em um ônibus com destino ao Rio de Janeiro.
Um bolo?
Ontem, finalmente, ao perceber que a sua versão não se sustentava, o agricultor confessou o crime. Contou que durante uma discussão por motivos banais, estrangulou as duas vítimas. Em seguida, tocou fogo nos dois corpos no quintal da residência. Os restos mortais foram então colocados em uma sacola plástica. Em seguida, Francisco seguiu até a zona rural de Groaíras e na localidade de Fazenda Capim 2, cavou uma cova e enterrou o que restou de mãe e filha.
A discussão, segundo ele, foi por causa de um simples bolo, que a mulher queria comprar e ele não teria o dinheiro, apenas R$ 12,00. O agricultor foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio (duplo) e ocultação de cadáveres.
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